“Guarda Municipal será armada, mas não tem um salário digno nem para comprar um caixão’, Guardas Municipais denunciam baixos salários em Sobral”

Uma onda de manifestações tomou conta das redes sociais de servidores da Guarda Municipal de Sobral nesta semana. O motivo da revolta: a categoria teria ficado de fora do reajuste salarial anunciado pela gestão municipal, o que gerou forte indignação entre os profissionais de segurança.

Em publicações que rapidamente ganharam repercussão, guardas expressaram sentimento de abandono e desvalorização, destacando que, mesmo sendo linha de frente na proteção da população, continuam recebendo salários abaixo do mínimo nacional. Segundo comprovantes divulgados, o vencimento base atual é de apenas R$ 1.304,94, valor inferior ao piso vigente no país.

Um dos agentes, afirmou que a categoria está “cansada de promessas” e pediu ao prefeito que ouça os anseios da tropa, destacando que o reajuste para outras áreas e o esquecimento dos guardas foi “um ato injusto com quem mais se expõe”.

“A guarda vai ser armada, mas infelizmente não tem um salário digno nem para comprar um caixão à vista. É cruel, mas é a realidade”, escreveu o servidor.

O presidente do Sindsems, Gilcélio Paiva, também foi cobrado publicamente por explicações sobre a exclusão da categoria. Em comentários, guardas afirmaram que foram “a única categoria que levantou bandeira e deu a cara à tapa pela mudança”, mas continuam sem reconhecimento.

Em outra publicação, os servidores reforçaram que a Guarda Municipal tem sido essencial na segurança pública local, participando de operações e eventos, mas sem retorno proporcional em valorização.

“Somos sempre lembrados quando convém, mas esquecidos quando se trata de melhorias. Queremos respeito e reconhecimento”, destacou uma nota publicada por membros da corporação.

O movimento gerou intensa repercussão entre servidores de outras áreas e na população sobralense, que cobra respostas da Prefeitura e do Sindicato sobre os motivos da exclusão dos guardas do reajuste.

O Portal Sobral Online entrou em contato com a assessoria de comunicação da pasta, mas não obtivemos retorno até o momento.