O pastor Silas Malafaia afirmou neste domingo (3) ser alvo de “perseguição política” após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante culto realizado no Rio de Janeiro, com a presença do senador Flávio Bolsonaro, em um evento que também marcou a reaproximação entre os dois. A cerimônia reuniu lideranças políticas e teve momentos de oração coletiva. O encontro ocorreu na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Zona Norte da capital.
Durante a pregação, Malafaia defendeu que não cometeu crime ao fazer críticas públicas. “Quando você fala genericamente, não (comete crime). Eu não citei o nome de ninguém”, afirmou, ao comentar o processo em que responde por injúria.
O pastor também voltou a criticar o ministro do STF Alexandre de Moraes, afirmando que tem feito críticas ao magistrado, mas negando qualquer motivação pessoal. Ele declarou ainda que há uma tentativa de intimidar opositores por meio de investigações.
Encontro ocorre após divergências públicas no início do ano
O culto contou com a presença de diversas lideranças políticas, que foram chamadas ao altar por Malafaia para uma oração coletiva. Entre os participantes estavam nomes ligados ao campo político conservador no estado do Rio de Janeiro.
O momento foi interpretado como um gesto de alinhamento político e também de fortalecimento de alianças. Durante a oração, o pastor pediu bênçãos para os presentes e fez críticas ao cenário político nacional.
A participação de Flávio Bolsonaro, acompanhado da esposa, também reforçou a reaproximação com Malafaia após divergências públicas registradas no início do ano.
Flávio Bolsonaro e Malafaia reforçam aliança em ato no Rio de Janeiro
Ao longo da pregação, Malafaia também atacou o inquérito das fake news, classificando-o como “ilegal” e “imoral”. Segundo ele, a investigação teria sido aberta para “calar” vozes críticas a ministros da Corte.
A declaração ocorre dias após o STF aceitar denúncia contra o pastor por injúria. O caso teve origem em um discurso realizado em 2024, quando Malafaia criticou integrantes do Alto Comando do Exército durante manifestação em São Paulo.
Na ocasião, parte dos ministros entendeu que não houve indícios de calúnia, mas que as falas poderiam configurar ofensa à honra, o que levou ao prosseguimento da ação.
Mesmo diante do processo, Malafaia afirmou que seguirá se posicionando publicamente e reforçou a defesa da liberdade de expressão durante o culto.
Fonte: GCmais

