O senador Camilo Santana (PT) rebateu os ataques que vem sofrendo do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador do Ceará, que reiteradamente o chama de “traidor”. Um ponto central da discussão foi, novamente, a escolha de Roberto Cláudio para sucedê-lo na gestão estadual em detrimento da então governadora Izolda Cela.
“Há três anos, o Ciro Gomes vem batendo em mim, movido por esse ódio e vingança, porque ele traiu a Izolda. A Izolda era a nossa candidata à governadora, uma mulher. Ele traiu uma mulher, porque queria empurrar de goela abaixo o Roberto Cláudio. E aí eu virei o traidor? Quem traiu foi ele”, disse Camilo em entrevista ao Ponto Poder, do jornal Diário do Nordeste, nesta terça-feira (26).
Ao relembrar o episódio de julho de 2022, quando a convenção estadual do PDT definiu o ex-prefeito como candidato ao Palácio da Abolição, o senador reforçou que Ciro traiu o “projeto”.
“Ele traiu uma mulher, um projeto. Quem mudou de lado foi ele. Eu sempre fui do lado do Lula, sempre fui do lado do Cid. Tenho muito orgulho de ter sucedido o governador do Cid, por toda a história que nós fizemos”, completou.
Ainda na entrevista, Camilo questionou a conduta de Ciro ao se aliar a figuras bolsonaristas no Ceará. “Qual foi a contribuição que esse pessoal deu? Qual foi a contribuição? Mudança de lei em Brasília? Emenda? Recurso? Se junta a André Fernandes, que é o maior representante do bolsonarismo do Ceará, do [Jair] Bolsonaro”, provocou.
“Se junta, aliás, à turma do [José] Sarto, que quase faliu a Prefeitura de Fortaleza. Não tinha dinheiro nem para pagar a alimentação do IJF [Instituto Doutor José Frota] em Fortaleza, quando o Evandro [Leitão] assumiu a Prefeitura. Nós precisamos recorrer ao presidente Lula, ao Governo Federal, para garantir a alimentação do IJF. Essa é a realidade”, completou Camilo Santana.
Fonte: Opinião CE

