O Ministério dos Transportes anunciou que pretende ampliar a duplicação de duas das principais rodovias federais que cortam o Ceará. A previsão é que a BR-222 tenha as obras estendidas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) até a divisa com o Piauí, enquanto a BR-116 deverá ganhar novos trechos em pista dupla até Tabuleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe.
Apesar da previsão, o ministério ainda não informou quando as obras serão iniciadas nem o cronograma de execução dos novos trechos.
Para 2026, a pasta prevê R$ 96,6 milhões destinados a ações de duplicação de rodovias no Ceará. O governo federal, no entanto, não detalhou quanto desse valor será aplicado especificamente nas intervenções previstas para as BRs 222 e 116.
O que muda na BR-222
Atualmente, a BR-222 possui trecho duplicado entre Fortaleza e o acesso ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A proposta do Ministério dos Transportes é ampliar essa infraestrutura até Tianguá, na Serra da Ibiapaba, chegando à divisa entre Ceará e Piauí.
Caso seja executado conforme o planejamento, o novo trecho em pista dupla terá aproximadamente 300 quilômetros, ampliando a capacidade da rodovia utilizada para o transporte de cargas e para o deslocamento entre Fortaleza e o interior.
BR-116 terá duplicação ampliada
Outra rodovia contemplada é a BR-116, que já passa por obras entre Pacajus e o distrito de Timbaúba dos Marinheiros, em Chorozinho.
Segundo o Ministério dos Transportes, a duplicação deverá avançar até Tabuleiro do Norte, ampliando significativamente o trecho em pista dupla no Ceará e beneficiando uma das principais rotas de ligação entre Fortaleza e o interior do estado.
Rodovias fazem parte de projetos federais
Além das ampliações previstas para as BRs 222 e 116, o Ministério dos Transportes mantém outros projetos em andamento no Ceará. Entre eles estão intervenções na BR-020, BR-304 e BR-226, além de obras que integram o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
De acordo com a pasta, parte das intervenções já está em execução, enquanto outras seguem em fase preparatória ou de licitação.
Fonte: GCmais

