Campanha de Lula faz ofensiva contra Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema

A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) fez ofensiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra adversários na eleição presidencial. Os partidos que integram a campanha de Lula (PT) apresentaram, nesse sábado (29), conjunto de ações, com questionamentos sobre informações falsas, uso de inteligência artificial, ofensas e abuso de poder na Festa do Peão de Barretos de 2026.

São quatro representações que têm como alvos os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), o vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL) e outros. No caso da Festa de Barretos, no interior de São Paulo, um dos maiores festivais do gênero na América Latina, a ação diz que a chapa do PL usou estrutura profissional de som, luz e reuniu 60 mil pessoas em um “showmício” disfarçado, custeado e patrocinado por empresas privadas e órgãos estatais. O ato configuraria financiamento empresarial indevido, segundo a campanha de Lula.

Na quinta-feira (27), a campanha de Flávio havia acionado o TSE para questionar o uso do Palácio do Alvorada para fins eleitorais por Lula. Em Barretos, acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e de outros políticos do partido, Flávio disse ao público no evento que “todos que acreditam em Deus” sabem que o agronegócio é o coração do país e se declarou futuro presidente do Brasil. O público também gritou frases como “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, e o locutor do festival apresentou Flávio como “nosso candidato à Presidência do Brasil”.

A coligação pediu a cassação do registro de candidatura da chapa e a declaração de inelegibilidade de Flávio. “Houve a transformação do que seria um evento cultural, artístico e esportivo em um verdadeiro comício eleitoral em favor dos representados Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar [candidato a vice]. O eleitor que comprou um ingresso para assistir a shows artísticos foi surpreendido com um verdadeiro ato de campanha eleitoral durante o intervalo”, dizem os advogados eleitorais de Lula.

De acordo com a Federação, a dinâmica da festa não se tratou de manifestação espontânea ou improvisada, mas organizada e inserida na organização do evento. “O abuso é patente, portanto, não só pelo tamanho do evento, como também pela utilização de estrutura custeada por pessoa jurídica, a caracterizar doação indireta de fonte vedada”, dizem os partidos.

Também questionaram vídeos produzidos com deepfake que associam Lula à palavra “bandido”, com a legenda “Devemos chamar a polícia?”. O material foi publicado em 20 de agosto nas plataformas Instagram, X, TikTok, Facebook e YouTube com montagens incluindo o presidente.

O conteúdo foi divulgado em parceria ou colaboração entre Lucas Pavanato e Flávio Bolsonaro, e depois reproduzido por outros usuários, entre eles, o candidato Romeu Zema. A publicação alcançou 19,6 milhões de visualizações.

“A dobrada também se mostra evidenciada pela posterior replicação do conteúdo em diferentes plataformas digitais, pela utilização coordenada de áudios e hashtags e pela transformação da publicação em uma verdadeira trend, ampliando sua capacidade de alcançar usuários que sequer tiveram contato com a publicação originária”, diz a Federação.

A coligação quer a remoção do vídeo em até 24 horas, a proibição de novas republicações, multa diária em caso de descumprimento, e, por fim, pedem multa de até R$ 30 mil por cada ofensa à honra do presidente Lula.

Fonte: O Estado CE