Empresários, ex-ministros e juristas divulgam carta de apoio a Fachin

Empresários, economistas, juristas e representantes da sociedade civil enviaram, nesse domingo (13), uma carta de apoio às medidas tomadas nos últimos dias pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para tentar conter a crise institucional instalada na Corte. O texto classifica as revelações recentes como “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e “uma das mais graves de nossa acidentada história republicana”, e pede ampla transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para esta terça-feira (15).

Assinam o documento nomes como o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga; o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo; o economista Pérsio Arida, um dos idealizadores do Plano Real; a ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) Maria Silvia Bastos Marques; o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes; e o professor e líder sindical Clemente Ganz Lúcio. Ao todo são 198 assinaturas.

“Entendemos que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes”, diz o texto.

Nesse sábado (12), Fachin determinou a troca da relatoria do procedimento que apura a ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Ele assumiu o comando do caso no lugar de André Mendonça.

Na mesma decisão, determinou o envio das íntegras dos processos das investigações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master. Com isso, ele paralisa os andamentos dos dois casos e abre caminho para a troca da relatoria das duas investigações.

O presidente do STF também determinou que a Polícia Federal (PF) apresente informações sobre o celular de Vorcaro que foi apreendido em 2025, durante investigações relacionadas ao Banco Master. O despacho foi assinado após o ministro André Mendonça defender que a liberação dos dados do aparelho poderia comprometer as investigações sobre o ex-banqueiro.

Fachin também decidiu manter na pauta da sessão da Corte marcada para amanhã apenas o julgamento da investigação contra a atuação de Moraes e a relação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação contra o colega André Mendonça foi marcada para a semana seguinte, no dia 23.

Fonte: O Estado CE