Açudes cearenses receberão ação do programa ‘Praia Acessível’, revela secretária

A secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França (PSB), afirmou, em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, que o programa Praia Acessível será ampliado para além dos seis locais existentes atualmente dentro da política. A ideia, conforme a titular da pasta, é ampliá-lo, inclusive, para açudes e lagoas, com o objetivo de contemplar também cidades do interior do Estado.

Por meio da ação, que é realizada em parceria com as prefeituras, são garantidos equipamentos como cadeiras anfíbias e esteiras para garantir que pessoas com deficiência (PCDs) e idosos tenham acesso à praia.

Atualmente, são contempladas praias nos municípios de Fortaleza, Caucaia, Aquiraz, Aracati, Paracuru e Camocim.

De acordo com a secretária, um dos municípios que pode ser contemplado com a ampliação é Iguatu, no Centro-Sul do Estado, com um “Açude Acessível”. Como explicou ela, a Secretaria já conta com cadeiras anfíbias suficientes para ampliar a ação.

“Vamos criar agora o ‘Açude Acessível’, porque onde não tem praia, tem açude, e onde tem, a gente pode colocar uma cadeira anfíbia para que ajude também as pessoas com deficiência e as pessoas idosas, para que possam ver a água, ou no mar, ou no açude, ou no rio, ou nas lagoas”, afirmou.

Políticas para a pessoa idosa
Socorro frisou que a inclusão dos idosos no programa tem sido um diferencial. Dados do Observatório dos Direitos Humanos apontam que a violência contra as pessoas idosas cresceu nos últimos anos. “Temos que encontrar maneiras de fazer com que haja o atendimento da pessoa idosa e, dentro dos tipos de violência, a maior de todas é a falta de cuidado”, explicou.

A titular da pasta apontou que, por vezes, a Secretaria é demandada em casos de idosos que são deixados às portas de hospitais ou em paradas de ônibus.

“Infelizmente, quantas e quantas vezes fomos chamados a ir para os hospitais para vermos se conseguíamos encontrar a família daquele idoso que é deixado na porta do hospital e vai embora. Quantas vezes fomos chamados para ir à parada de ônibus: idoso com demência, Alzheimer, jogado na parada de ônibus. Temos que acolher aquele idoso”, acrescentou.

Fonte: Opinião CE