A produção de leite no Ceará cresceu 147,3% entre 2015 e 2024, passando de 489,2 milhões de litros para 1,2 bilhão. A variação é a maior do País nesse período de tempo. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O principal motor desse crescimento é o melhoramento genético do gado cearense, estratégia capaz de aumentar a produtividade diária de um animal em mais de 700%. É o que defende o presidente do Sindicato da Indústria de Lacticínios e Produtos Derivados do Estado do Ceará (Sindlacticínios), José Antunes Mota.
Com o melhoramento genético, relata, uma vaca é capaz de produzir até 50 litros de leite por dia, enquanto a média de um animal comum é de seis a oito litros diários.
“Não tem mais touro nas vacarias hoje, é tudo inseminação artificial. A gente compra o sêmem e o veterinário faz a inseminação”, ressalta.
Variação (em %) da produção de leite nos estados entre 2015 e 2024
Fonte: Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) – IBGE
Estado Variação
Ceará 147,3%
Paraíba 88%
Sergipe 78,6%
Pernambuco 70,3%
Alagoas 69,4%
Roraima 66,7%
Rio Grande do Norte 61%
Tocantis 29,7%
Bahia 29,1%
Amazonas 22,9%
Segundo ele, atualmente, o Estado é referência nacional em produtividade leiteira, com uma média de 2 milhões de litros por dia. O Baixo e o Médio Jaguaribe, assim como o Sertão Central, são as regiões apontadas por Antunes como as maiores produtoras, com destaque para o município de Milhã, localizado a 300 quilômetros (km) da Capital.
Em 2021, Milhã foi oficializada como a Terra do Leite do Estado do Ceará. O Projeto de Lei, de autoria do deputado estadual Leonardo Pinheiro (Progressistas), foi aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo Governador Camilo Santana.
“Temos em torno de duas mil queijarias só ali pelo baixo e médio e Jaguaribe. Queijarias artesanais”, indica o presidente do Sindlacticínios.
Fonte: Diário do Nordeste

