Os 14 povos indígenas espalhados pelo Ceará se unificam na reivindicação por espaços para sobreviver e perpetuar as tradições. No entanto, apenas um deles conseguiu, desde a Constituição de 1988, ver uma das áreas demarcada e regularizada. Diferentemente da terra do povo Tremembé, outras 24 áreas indígenas seguem com processos demarcatórios pendentes.Ocupação na sede da Coordenação Regional Nordeste II da Funai, em Fortaleza, completa um mês amanhã. Os povos indígenas protestam contra a nomeação de Tanúsia Maria Vieira, considerada aliada aos interesses de ruralistas e posseiros contra demarcação de terras indígenas. Outra situação preocupante, segundo Jorge Tabajara, foi a extinção de 347 cargos da Funai em decreto publicado em março. Com isso, ele alerta que as fiscalizações das áreas e os processos serão afetados.
O POVO entrou em contato, na tarde de ontem, com a Funai para pedir posicionamento sobre o movimento de ocupação no Ceará e extinção de cargos. Não houve retorno até o fechamento desta reportagem.
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