Netflix integra Inteligência Artificial em mais de 300 produções globais
A Netflix confirmou o uso de ferramentas de Inteligência Artificial em pelo menos 300 títulos de seu catálogo, visando otimizar fluxos de trabalho e ampliar o alcance visual de suas obras. A decisão estratégica foi anunciada por Lee Sung-gyun, diretor da Netflix na região da Ásia e do Pacífico, em 10 de outubro de 2026, durante o Festival de Cinema Internacional de Busan, na Coreia do Sul, para demonstrar como a tecnologia auxilia o aprimoramento criativo em cenários de orçamentos e prazos restritos.
O impacto prático dessa implementação reflete diretamente na viabilidade de produções complexas. De acordo com a empresa, a Inteligência Artificial é empregada em processos como pré-visualização, design de produção, decoração de cenários, edição e efeitos visuais. A adoção dessas ferramentas permite que visões artísticas, que antes seriam inviáveis por limitações financeiras, ganhem vida nas telas, como exemplificado na composição de cenas de multidão no filme Glory, da Netflix Índia.
Durante o evento, a companhia apresentou o conceito de produção híbrida, que funde atuações reais com recursos gerados por computador. Para o estúdio, a tecnologia funciona como uma camada de suporte e não como um substituto da criatividade humana. Lee Sung-gyun enfatizou que, embora o suporte tecnológico auxilie no 'como' das produções, a essência e o propósito narrativo do 'porquê' contar uma história permanecem sob controle humano.
O uso de tecnologias generativas na Netflix não é isento de debates éticos. Em 2025, a empresa enfrentou questionamentos dos espectadores sobre a integridade da escrita de seus roteiros. Na ocasião, fãs levantaram suspeitas de que a 5ª temporada de Stranger Things teria sido elaborada com o auxílio do ChatGPT após a visualização de uma aba do chatbot no computador de um dos roteiristas durante um documentário de bastidores. À época, a plataforma optou por não comentar as especulações.
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