Desde 2014, os pesquisadores do Projeto FaunaMar realizam o monitoramento de praia nos municípios de Camocim e Barroquinha, litoral oeste do Ceará, para a proteção dos ninhos, fêmeas e filhotes de tartarugas marinhas. Entretanto, na temporada reprodutiva de 2025, os biólogos registram recorde de ninhos na região. A última temporada reprodutiva teve início em dezembro de 2024 e finalizou em setembro de 2025, alcançando dados inéditos para a região. No total, foram 120 ninhos pertencentes a três espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-de-pente (E. imbricata), tartaruga-verde (C. mydas) e tartaruga-oliva (L. olivacea). Destes ninhos, 13.337 filhotes foram acompanhados até o mar pela equipe. Segundo a bióloga Kesley Paiva, os números são importantes e colocam o litoral oeste do Ceará no mapa de áreas importantes para a proteção desses animais. “Os números reforçam o uso da região pelas tartarugas marinhas e colocam o Ceará como uma importante área de desova no Nordeste. É reflexo de um trabalho que foi intensificado e tem acontecido em conjunto, a partir das parcerias com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, Secretarias do Meio Ambiente, parceiros institucionais e comunidades”, disse Kesley. Nessa temporada, três fêmeas de tartaruga-de-pente foram flagradas por comunitários durante a desova, que acionaram a equipe para proteger o animal e fazer a coleta de dados. A parceria da comunidade tem sido fundamental para o levantamento de dados. “Além do repasse de informações, as comunidades cuidam, protegem os ninhos, as fêmeas que encontram. Isso faz total diferença. Todos contribuem nesse processo de conservação, cita Kesley. A bióloga Rebecca Rodrigues comenta que, em praias que nunca foram utilizadas para desova, neste ano, houve registros importantes em quantidade e espécie. “Essa foi uma temporada muito significativa. Além dos resultados de ninhos, filhotes e fêmeas, tivemos novas praias sendo utilizadas por essas fêmeas. Isso nos coloca em alerta para o próximo período reprodutivo, pois outras fêmeas também podem desovar nesses locais”, disse Rebecca. Kesley cita que a temporada 2025/2026 já teve início com o registro dos primeiros ninhos. “Em dezembro já registramos ninhos nos dois municípios e esperamos alcançar um novo recorde, por isso intensificaremos nossos monitoramentos, contatos com as comunidades e parceiros, para que juntos, possamos proteger mais tartarugas marinhas, finaliza Kesley.
Desde 2014, os pesquisadores do Projeto FaunaMar realizam o monitoramento de praia nos municípios de Camocim e Barroquinha, litoral oeste do Ceará, para a proteção dos ninhos, fêmeas e filhotes de tartarugas marinhas. Entretanto, na temporada reprodutiva de 2025, os biólogos registram recorde de ninhos na região.
A última temporada reprodutiva teve início em dezembro de 2024 e finalizou em setembro de 2025, alcançando dados inéditos para a região.
No total, foram 120 ninhos pertencentes a três espécies de tartarugas marinhas: tartaruga-de-pente (E. imbricata), tartaruga-verde (C. mydas) e tartaruga-oliva (L. olivacea). Destes ninhos, 13.337 filhotes foram acompanhados até o mar pela equipe.
Segundo a bióloga Kesley Paiva, os números são importantes e colocam o litoral oeste do Ceará no mapa de áreas importantes para a proteção desses animais. “Os números reforçam o uso da região pelas tartarugas marinhas e colocam o Ceará como uma importante área de desova no Nordeste. É reflexo de um trabalho que foi intensificado e tem acontecido em conjunto, a partir das parcerias com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, Secretarias do Meio Ambiente, parceiros institucionais e comunidades”, disse Kesley.
Nessa temporada, três fêmeas de tartaruga-de-pente foram flagradas por comunitários durante a desova, que acionaram a equipe para proteger o animal e fazer a coleta de dados. A parceria da comunidade tem sido fundamental para o levantamento de dados. “Além do repasse de informações, as comunidades cuidam, protegem os ninhos, as fêmeas que encontram. Isso faz total diferença. Todos contribuem nesse processo de conservação, cita Kesley.
A bióloga Rebecca Rodrigues comenta que, em praias que nunca foram utilizadas para desova, neste ano, houve registros importantes em quantidade e espécie. “Essa foi uma temporada muito significativa. Além dos resultados de ninhos, filhotes e fêmeas, tivemos novas praias sendo utilizadas por essas fêmeas. Isso nos coloca em alerta para o próximo período reprodutivo, pois outras fêmeas também podem desovar nesses locais”, disse Rebecca.
Kesley cita que a temporada 2025/2026 já teve início com o registro dos primeiros ninhos. “Em dezembro já registramos ninhos nos dois municípios e esperamos alcançar um novo recorde, por isso intensificaremos nossos monitoramentos, contatos com as comunidades e parceiros, para que juntos, possamos proteger mais tartarugas marinhas, finaliza Kesley.

