Direção Nacional da União Progressista valida decisão da estadual em coligar com Ciro

A Direção Nacional da União Progressista confirmou a validade da ata da convenção publicada pela federação no Ceará. Com a validação, os dirigentes nacionais reforçam o posicionamento da legenda a favor da presença na coligação de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo. Presidentes do União Brasil e do PP no Ceará questionaram, na Justiça Eleitoral, a validade da ata.

O presidente estadual da federação, Capitão Wagner (União Brasil), apresentou, em coletiva, o documento assinado por Antônio Rueda (União Brasil) e por Ciro Nogueira (PP). A decisão reafirma a homologação da candidatura de Wagner ao Senado e a do ex-prefeito Roberto Cláudio (União Brasil) a vice na chapa de Ciro.

O dirigente estadual aproveitou o momento também para responder ao governador Elmano de Freitas (PT), que, na terça-feira (28), afirmou que tomaria a decisão acerca da chapa majoritária após o julgamento do caso apresentado por Moses Rodrigues (União Brasil) e AJ Albuquerque (PP) ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

“Sei que o Governo tentou transformar em novela mexicana, desde o ano passado tentou tirar o União Brasil, tentou tirar a Federação, e a gente lamenta essa estratégia suja de tentar puxar o nosso tapete”, disse.

Em tom irônico, ele afirmou ainda que dá “uma boa notícia ao governador”, que “poderá continuar a formar a sua chapa”. Segundo Wagner, a validação da Nacional dá um encaminhamento ao que será julgado no TRE nesta quinta-feira (30).

O julgamento
O processo, encaminhado pelos diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas e que pede a anulação da ata da convenção no Ceará, tem como relator o desembargador Wilker Macedo Lima. O magistrado, no despacho para anunciar a data do julgamento, destacou que, levando em consideração o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral para a definição das posições dos partidos, se imporá a “celeridade na tramitação do feito”. Os partidos têm até o dia 5 de agosto para definir suas posições.

“A matéria exige a adoção de rito sumaríssimo, em conformidade com os princípios que regem o processo eleitoral”, apontou o relator.

Moses, que preside o União Brasil no Estado, vem sendo cotado para uma das vagas da base governista ao Senado. Até o momento, o único nome confirmado para as duas vagas foi o do já senador Cid Gomes (PSB), que concorrerá à reeleição. Já AJ, também governista, tentará novamente o mandato de deputado federal.

A posição dos dois parlamentares, dirigentes partidários, foi motivada pelo interesse de que a federação estivesse na composição de Elmano para a disputa ao Executivo.

Fonte: Opinião CE