Governo amplia desoneração e prevê queda de R$ 0,26 na gasolina no Brasil
O governo federal definiu a ampliação da desoneração de impostos federais sobre combustíveis nesta sexta-feira, 09/10/2026, com o objetivo de aliviar o impacto da inflação no orçamento das famílias brasileiras e reduzir o custo do frete no país. A decisão, que projeta uma queda de até R$ 0,26 por litro de gasolina, é uma tentativa de mitigar as instabilidades causadas pelo cenário internacional e garantir a manutenção do poder de compra da população durante os próximos trinta dias.
Atualmente, o preço médio por litro da gasolina no mercado interno é de R$ 6,54, conforme dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A composição desse valor envolve diversos custos, desde a distribuição e revenda (R$ 1,68), passando pelo Etanol Anidro (R$ 0,98) e o Imposto Estatual (R$ 1,57), até chegar aos Impostos Federais, que somam R$ 0,24.
O impacto financeiro desta manobra fiscal é significativo. Somada às subvenções para o diesel e o etanol, a medida representa um custo de R$ 5,2 bilhões aos cofres públicos no próximo mês, sendo que a nova desoneração da gasolina responde sozinha por um aporte adicional de R$ 700 milhões. A eficácia da redução dependerá do repasse direto ao consumidor final, ponto que o governo monitorará com atenção.
"No caso da gasolina, a gente precisava renovar o decreto. Nossa aposta é que podemos, se não chegar nos preços pré-guerra, garantir um dispositivo adicional com desoneração integral para mitigar os efeitos do conflito", afirmou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante o anúncio oficial. O ministro destacou que a liberdade de mercado não permite abusos: "Nós vamos ficar vigilantes".
Além da gasolina, o governo manteve a desoneração de R$ 0,19 por litro do etanol e elevou a subvenção do combustível de R$ 0,25 para R$ 0,43. Para o diesel importado, foi anunciada uma isenção específica de R$ 1,40, gerando um custo extra de R$ 1,6 bilhão. As medidas possuem vigência limitada e seguem sob supervisão de João Nakamura.
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