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Sábado, 10 de outubro de 2026

Mercado financeiro ajusta projeções após resultado do 1º turno das eleições

O mercado financeiro iniciou um processo intenso de reprecificação de riscos e taxas de juros nesta segunda-feira, 05/10/2026, logo após o primeiro turno das eleições presidenciais. A movimentação foi desencadeada pela performance do candidato Flávio Bolsonaro (PL), que superou as expectativas das pesquisas ao terminar a votação à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cenário que altera a percepção de governabilidade para o próximo mandato.

A reação reflete a expectativa de um Legislativo mais alinhado às pautas econômicas de Flávio, conforme analisado por Silvio Cascione, diretor da Eurasia Group no Brasil. Segundo a consultoria, a probabilidade de vitória do candidato do PL subiu para 70%, o que gera otimismo em relação à capacidade de implementação de agendas econômicas com menores obstáculos parlamentares.

Os efeitos reais dessa percepção foram imediatos. O dólar registrou queda superior a 4%, recuando abaixo do patamar de R$ 5, enquanto o dólar futuro para novembro atingiu R$ 5,0020. No mercado de juros, as taxas de DIs sofreram quedas acentuadas: a taxa para janeiro de 2028 recuou 77 pontos-base, atingindo 12,735%, e o contrato para janeiro de 2035 caiu 97 pontos-base, situando-se em 13,16%.

Thomas Monteiro, analista-chefe do Investing.com, destaca que a precificação internacional sobre o pleito deve influenciar as próximas decisões do Copom. O impacto também foi sentido nos ativos brasileiros listados em Nova York: ADRs de gigantes como Petrobras, Itaú Unibanco, Bradesco, Embraer, Mercado Livre e Nubank registraram altas expressivas, entre 6% e 12% no pré-mercado.

Apesar do otimismo de curto prazo, especialistas alertam que a incerteza política de longo prazo persiste. A estabilidade real dependerá de como o vencedor conduzirá o país após a definição do pleito, mantendo o alerta para investidores sobre a necessidade de cautela diante da volatilidade ainda esperada.

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