Tensões no Oriente Médio elevam preços do petróleo a patamares recordes
Os preços do petróleo Brent alcançaram nesta quinta-feira, 22/10/2026, seu patamar mais elevado desde 18 de maio de 2026, impulsionados pela escalada de ataques dos houthis contra a infraestrutura energética da Arábia Saudita. A instabilidade no Oriente Médio gerou um temor imediato quanto à segurança do fornecimento global de combustíveis, provocando uma reação expressiva nos mercados internacionais.
Os contratos futuros do petróleo Brent registraram valorização de US$ 3,19, atingindo US$ 112,01 por barril, com picos de US$ 112,68 ao longo do dia. Paralelamente, o petróleo WTI (West Texas Intermediate) avançou para US$ 99,56 por barril. A volatilidade é alimentada não apenas pelos ataques, mas pelo cenário geopolítico complexo que envolve o Departamento de Estado dos EUA e a tensão no Estreito de Ormuz.
O impacto humano dos conflitos é severo. Após ofensivas contra alvos civis e infraestruturas na quarta-feira, 21/10/2026, pelo menos uma pessoa perdeu a vida e oito ficaram feridas em um aeroporto em Dammam. Adicionalmente, dois trabalhadores morreram em uma ação com drones contra um campo petrolífero saudita. Em resposta, a Saudi Aramco ordenou a evacuação de sua sede em Dhahran, priorizando a segurança de seu quadro funcional.
A situação é agravada por interrupções logísticas, como o fechamento de um oleoduto na Líbia que conecta Hamada e Tahara ao porto de Zawiya, e por incidentes envolvendo embarcações no Golfo monitoradas pela Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Analistas da PVM Oil, como Tamas Varga, pontuam que o cenário deve permanecer instável ao menos até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Na tentativa de conter a disparada nos preços, agravada pelos reflexos das guerras envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã, Rússia e Ucrânia, o governo Trump iniciou o empréstimo de cerca de 1 milhão de barris de reservas emergenciais. Enquanto isso, o Parlamento Europeu optou por adiar, por três anos, as novas diretrizes de emissões de metano, cedendo a pressões econômicas de países como França e Estados Unidos para evitar novos impactos no custo da energia para a população.
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