Bloco do condomínio Jardim Monte Castelo é evacuado após risco de colapso
A administração do condomínio Jardim Monte Castelo decidiu, na última terça-feira, 13/10/2026, evacuar um dos blocos do residencial localizado entre os bairros São Gerardo e Monte Castelo, em Fortaleza. A medida foi tomada após o engenheiro responsável pelas obras de emergência constatar problemas críticos na superestrutura da edificação, tornando a permanência dos moradores insegura. Nesta quarta-feira, 14/10/2026, a ação impacta diretamente 16 unidades habitacionais e cerca de 60 pessoas, que agora enfrentam a incerteza sobre o futuro de seus lares. Para as famílias, o impacto vai além do prejuízo material. A rotina foi interrompida pelo medo e pela frustração de ver o local onde muitos residem há décadas apresentar sinais de colapso, como fissuras profundas e afundamento do piso. Atualmente, os moradores da torre evacuada possuem acesso limitado aos imóveis, apenas em horários específicos, para buscar pertences, enquanto não há prazo definido para um retorno seguro. O residencial, erguido na década de 1980 e composto por 10 blocos, sofre com as consequências de anos de manutenção precária e intervenções superficiais, descritas por moradores como uma "maquiagem estrutural". Anderson Almeida, síndico profissional, identificou o cenário ao assumir a gestão no primeiro semestre, constatando irregularidades graves no solo e a necessidade urgente de reforço na fundação. A Defesa Civil de Fortaleza (DCFor) acompanha o caso, reiterando que o monitoramento das obras é essencial para garantir a segurança dos cerca de 300 moradores do condomínio. O engenheiro Pablo Torres, que lidera o projeto de recuperação, aponta que o prédio foi construído sobre solo alagadiço, próximo à Lagoa do Alagadiço, com lençol freático extremamente próximo à base. A estrutura apresenta sinais claros de degradação, incluindo portas e janelas que não fecham devido à inclinação. O especialista alerta que a situação é dinâmica e que uma nova vistoria está agendada para quinta-feira, 15/10/2026, podendo levar à evacuação de uma segunda torre. Obras emergenciais, estimadas entre seis a oito meses, buscam estabilizar o imóvel. O cenário evoca memórias sensíveis na capital, remetendo a tragédias como a do Edifício Andrea, no bairro Dionísio Torres, e o desabamento parcial de um prédio na Maraponga, reforçando a importância de vistorias rigorosas e da transparência na gestão de riscos estruturais.
Comentários (0)
Deixe seu comentário