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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Motoristas de Fortaleza buscam qualificação em idiomas para a Copa do Mundo Feminina

Motoristas de táxi e de aplicativos em Fortaleza estão reforçando a qualificação profissional por meio de cursos gratuitos de idiomas, preparando-se para a alta demanda de turistas durante a Copa do Mundo Feminina 2027. A iniciativa, consolidada nesta quarta-feira, 21/10/2026, visa assegurar que a rede de transporte da capital cearense esteja apta a recepcionar visitantes internacionais, transformando o evento esportivo em um legado duradouro de autonomia econômica para as trabalhadoras.

Fortaleza foi definida como uma das cidades-sedes do Mundial, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, recebendo nove partidas. Para as motoristas, o aprendizado de inglês e espanhol representa mais do que a facilidade de comunicação durante os jogos; trata-se de uma ferramenta estratégica de valorização do trabalho e melhoria na prestação de serviço.

A motorista de aplicativo Viviane Rocha destaca que a necessidade de comunicação transcende o período do torneio. “A gente já pega muitos turistas, de vários países. Não vai ser só para a Copa Feminina de Futebol não, vai ser para sempre”, afirma. Ela integra o projeto “Via Delas – Curso de Idiomas para Motoristas Mulheres”, realizado pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Mulher (Semulher) e do Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh).

Segundo Evaldo Lima, presidente do Imparh, a capacitação é uma janela de oportunidades. “O que fica para a cidade após a Copa do Mundo? O que fica são profissionais qualificados, mulheres com autonomia, com capacidade de realizar seu trabalho com excelência”, pontua.

Além da formação voltada às motoristas, a gestão municipal expandiu o acesso ao ensino de línguas através do “Projeto Idiomas na Comunidade”. O programa leva aulas de inglês e espanhol para as 12 regionais de Fortaleza, com foco na democratização do conhecimento para moradores de áreas periféricas. Alunas como Isabelle Oliveira e Tays Macau veem na gratuidade e na proximidade geográfica a chance de aprimorar competências essenciais em um mercado de trabalho globalizado.

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