Golpes cometidos por organização criminosa de Itapipoca fizeram mais de mil vítimas pelo Brasil
A organização criminosa desarticulada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) em Itapipoca, na Operação Fragmentado, na última terça-feira (23), fez mais de mil vítimas pelo Brasil, a partir de fraudes bancárias. O dinheiro obtido nos golpes era utilizado para comprar imóveis e, principalmente, veículos luxuosos, uma prática conhecida como lavagem de dinheiro. A investigação identificou a movimentação de ao menos R$ 35 milhões, no esquema criminoso.
O nome da Operação faz uma alusão ao filme homônimo, em que um homem apresenta múltiplas personalidades. O titular da Delegacia de Combate aos Crimes de Lavagem de Dinheiro (DCCLD), delegado Ismael Araújo, explica que o golpe se dava pela “abertura fraudulenta de contas bancárias e a utilização de créditos oriundos dessas contas. A partir da captação de lucros, os criminosos convertiam esses lucros em patrimônio, a fim de dar uma aparência lícita a esse patrimônio. Invariavelmente, registrando esse patrimônio no nome de pessoas interpostas, o que a gente conhece popularmente por ‘laranja'”.

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