Hotel que desabou e matou hóspede em Tianguá começa a ser demolido
A demolição do Hotel São Francisco, prédio que desabou no fim de abril e deixou um hóspede morto em Tianguá, na Serra da Ibiapaba, entrou em nova etapa na quarta-feira (13). Máquinas começaram a atuar na retirada da estrutura comprometida, enquanto equipes da Defesa Civil acompanham a operação para evitar novos desabamentos e garantir a segurança de moradores e trabalhadores no entorno.
O caso provocou forte repercussão no Ceará após o colapso parcial do edifício causar a morte de Ítalo Dantas da Silva, de 29 anos. Outras duas pessoas ficaram feridas. Segundo a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, a demolição está sendo realizada pelo proprietário do imóvel. A Prefeitura de Tianguá participa da operação com apoio logístico e isolamento da área por meio da Guarda Civil Municipal.
Demolição do hotel em Tianguá começou na quarta-feira
Os trabalhos iniciais ocorreram de forma gradual porque uma das máquinas precisou abrir acesso para a entrada do equipamento responsável pela derrubada da parte remanescente da estrutura. De acordo com a Defesa Civil, o procedimento exige cautela devido ao risco de novos desabamentos. Parte do prédio segue comprometida desde o acidente registrado no fim de abril.
A área permanece isolada e monitorada permanentemente. Equipes técnicas acompanham todas as etapas da operação para reduzir riscos à população e aos profissionais envolvidos na demolição. Até o momento, não há prazo oficial para conclusão dos trabalhos. Segundo o órgão municipal, a empresa responsável pela execução do serviço ainda não apresentou um cronograma definitivo.
A Defesa Civil do Ceará também acompanha a operação. Além da análise estrutural do imóvel, o monitoramento inclui avaliação das construções vizinhas para minimizar possíveis impactos causados pela derrubada do prédio.
Hóspede morreu após ser atingido pelos escombros
A vítima fatal do desabamento foi identificada como Ítalo Dantas da Silva, de 29 anos, natural do Recife, em Pernambuco. O jovem morava atualmente em São Paulo e estava em Tianguá para prestar serviços de informática em uma clínica de saúde da região.
Segundo informações apuradas no local, Ítalo estava hospedado no Hotel São Francisco no momento em que a estrutura cedeu. Ele foi atingido pelos escombros e morreu ainda no local. Outras duas pessoas ficaram feridas durante o desabamento.
No momento do acidente, havia quatro hóspedes no hotel, além de funcionários. Relatos obtidos após a tragédia apontam que hóspedes e trabalhadores perceberam sinais de comprometimento na estrutura pouco antes do colapso e conseguiram sair às pressas do prédio. O edifício possuía três andares além do térreo. A área da recepção não foi atingida pelo desabamento.
Defesa Civil monitora estrutura e imóveis vizinhos
A operação mobiliza equipes da Defesa Civil municipal e estadual, além da Guarda Civil Municipal de Tianguá. O objetivo é impedir circulação em áreas de risco e garantir que a demolição aconteça de forma controlada.
O acompanhamento técnico também busca identificar possíveis danos em imóveis vizinhos, principalmente devido à instabilidade estrutural deixada pelo desabamento. Casos como o registrado em Tianguá costumam exigir análises detalhadas para evitar novos acidentes, especialmente em regiões atingidas por chuvas intensas. A tragédia também aumentou a preocupação de moradores sobre as condições estruturais de prédios antigos na cidade.
Chuvas fortes antecederam desabamento do hotel
O desabamento ocorreu após fortes chuvas registradas em Tianguá nos dias anteriores ao acidente. As condições climáticas são apontadas como um dos fatores que podem ter contribuído para o comprometimento da estrutura do prédio.
Equipes de resgate foram acionadas logo após o colapso e realizaram buscas entre os escombros para localizar vítimas. O caso reacendeu discussões sobre fiscalização estrutural, manutenção preventiva e protocolos de segurança em edificações antigas, principalmente em municípios do interior do Ceará que enfrentam desgaste em imóveis mais antigos.
Enquanto a demolição segue sem prazo para ser concluída, a área permanece sob vigilância constante das autoridades para evitar novos acidentes e garantir a retirada segura dos destroços do hotel.
Fonte: GC+

