Exonerada na semana passada da Secretaria das Mulheres do Ceará pelo governador Elmano de Freitas (PT), a deputada estadual Lia Gomes (PSB) voltou nesta terça-feira, 7, a assumir mandato na Assembleia Legislativa do Estado.
Em entrevista coletiva, a agora ex-secretária reforçou que mantém apoio à reeleição de Elmano na eleição deste ano, mesmo com a recente entrada do irmão Ciro Gomes (PSDB) à disputa pela oposição. “Cada um está onde acha que deve estar”, afirmou.
Questionada pela imprensa, Lia citou “desesperança” ao comentar possível chance de diálogo com o irmão no pleito. “Eu sempre torço para que a gente preserve o mínimo, né? Que as pessoas entendam o papel de cada um e onde cada um está. Mas não sei se isso é possível. Às vezes fico meio desesperançosa”, admite a deputada.
Na volta à Assembleia, Lia também reforçou críticas à recente aproximação, avalizada pelo senador Cid Gomes (PSB), entre a base do Governo do Estado e o grupo do prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues (União), no município.
“O Cid é muito… ele acha tudo natural, ele vê o lado das pessoas. Eu não consigo, não me desce. Acho que eles estão fazendo um trabalho muito ruim em Sobral, estão destruindo a cidade, destruindo o legado, muita malversação de dinheiro público, não acontece nada na cidade”, afirma a deputada.
Deputada faz balanço de atuação na Secretaria das Mulheres
Em discurso no plenário da Alece, Lia destacou ações que comandou durante gestão na Secretaria das Mulheres do Estado, incluindo o aumento de 48 para 106 no número de equipamentos de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica no Estado. Neste sentido, ela destaca entrega recente de 29 viaturas para o programa Patrulha Maria da Penha, o que dobrou a cobertura do programa no Estado.
“Dessa forma, tivemos um grande crescimento, mais do que dobrando a nossa capacidade de atendimento. Isso significa mais portas abertas, mais vidas protegidas e mais dignidade para mulheres garantidas”. Ela destaca ainda ter deixado a pasta com várias obras em andamento, incluindo novas Casas da Mulher Cearenses em Crateús e em Iguatu.
Fonte: O POVO

