Frente fria atípica traz risco de temporais a diversas regiões do Brasil
O Brasil enfrenta um cenário climático de alerta com o avanço de uma frente fria de grande magnitude, que se estende por diversas regiões do país. A movimentação do sistema, iniciada no sábado, 07 de novembro de 2026, impõe riscos de temporais severos e tempestades que devem persistir até a segunda-feira, 09 de novembro de 2026.
De acordo com a Climatempo, o fenômeno apresenta características raras para o mês de novembro. A entrada de uma massa de ar de origem polar pelo interior do território brasileiro gera um contraste térmico acentuado com as altas temperaturas predominantes. Esse choque térmico, somado à alta umidade observada nas últimas semanas, cria o ambiente necessário para a formação de nuvens carregadas, com possibilidade de rajadas de vento intensas e queda de granizo.
Por que o fenômeno é atípico?
A Climatempo destaca três fatores que tornam este evento incomum para o período:
- A massa de ar polar apresenta uma intensidade incomumente forte para esta época;
- O alcance do sistema até a Bahia, algo raro em novembro;
- O avanço do ar frio pelo interior do Sudeste, Centro-Oeste e partes do Norte do Brasil, regiões que geralmente não recebem esse impacto nesta data.
Impacto por região
O Sul, o leste de São Paulo, incluindo a Grande São Paulo, o Sul de Minas e as áreas serranas do Rio de Janeiro sentirão uma queda nas temperaturas entre domingo, 08 de novembro de 2026, e a segunda-feira, 09 de novembro de 2026. No Grande Rio, Espírito Santo e demais áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte, a passagem do sistema trará um alívio temporário para o calor.
No domingo, 08 de novembro de 2026, o avanço atinge o Distrito Federal, norte de Mato Grosso, Espírito Santo e norte de Minas, chegando à Bahia. Simultaneamente, ventos frios atingirão Rondônia e Acre. Entre a segunda-feira, 09 de novembro de 2026, e a quarta-feira, 11 de novembro de 2026, a massa polar deverá influenciar o tempo em áreas do Nordeste e do Norte, mantendo a instabilidade climática.
Comentários (0)
Deixe seu comentário