Microchips na pele: milhares de suecos substituem cartões e chaves por implantes

Na Suécia, milhares de pessoas já aderiram a uma tecnologia curiosa: microchips do tamanho de um grão de arroz implantados sob a pele da mão. O dispositivo permite abrir portas, validar bilhetes de transporte, acessar academias e até substituir crachás de trabalho, tudo com um simples movimento. A prática surgiu por volta de 2014, impulsionada por empresas de tecnologia e comunidades de biohacking, e rapidamente ganhou destaque internacional.

Estima-se que entre 3.000 e 6.000 suecos tenham optado pelo implante ao longo da última década, embora a adesão esteja longe de ser massiva ou obrigatória. Os adeptos destacam a praticidade de não precisar carregar chaves, cartões ou documentos, enquanto startups do setor apontam o procedimento como rápido, seguro e quase indolor. Para muitos, trata-se de uma forma de integrar ainda mais o corpo à tecnologia do dia a dia.

Por outro lado, a novidade levanta debates sobre privacidade e segurança. Especialistas alertam para riscos de clonagem, rastreamento ou coleta indevida de dados, caso a tecnologia não seja bem regulada. Organizações de direitos digitais também defendem que os implantes devem permanecer voluntários, evitando qualquer forma de coação por parte de empregadores ou instituições. Assim, a experiência sueca se torna um laboratório vivo sobre até onde a sociedade está disposta a ir na fusão entre corpo humano e tecnologia.