Investigação sobre assassinato de Jandra Mayandra da Silva Soares segue sem conclusão
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Ceará ainda não concluiu as investigações sobre o assassinato da enfermeira Jandra Mayandra da Silva Soares, ocorrido no Bairro Pirambu, em Fortaleza. O caso, que completa mais de dois anos sem resolução, deixa familiares e a sociedade em busca de respostas sobre quem foi o responsável pela morte da profissional, que foi interceptada em via pública.
O crime ocorreu na noite de 15 de maio de 2024, quando Jandra Mayandra da Silva Soares deixava seu turno no Hospital Doutor Osvaldo Cruz. Enquanto conduzia seu veículo pela Avenida Presidente Castelo Branco, a vítima foi abordada por um motociclista e atingida por disparos de arma de fogo, falecendo antes de receber socorro. Uma amiga que a acompanhava no carro não sofreu ferimentos. Embora uma briga de trânsito tenha sido cogitada inicialmente, a Polícia Civil descartou essa linha de investigação.
Em nota oficial enviada nesta sexta-feira, 09/10/2026, a Secretaria da Segurança Pública reafirmou que as diligências permanecem em andamento para identificar os autores. Durante a trajetória do inquérito, quatro policiais militares foram detidos sob suspeita de consulta indevida aos dados do veículo no sistema da Secretaria, porém foram liberados após a comprovação de que as pesquisas ocorreram apenas após o homicídio.
O caso ganhou complexidade devido à trajetória profissional da vítima. Jandra Mayandra da Silva Soares teve passagens pela Fundação Leandro Bezerra de Menezes e por unidades de saúde em Sobral e Fortaleza. Conforme consta no Diário da Justiça Eletrônico, as autoridades investigaram um ex-diretor da Fundação sob a suspeita de possível mandante, motivado pelo temor de que a enfermeira revelasse irregularidades administrativas. O suspeito chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão.
A investigação também aponta para indícios de execução planejada, destacando-se o desaparecimento de estojos de munição do local do crime. A Polícia Civil mantém o sigilo das informações para não prejudicar o trabalho investigativo, enquanto a família aguarda por justiça diante do que, para muitos, apresenta características de uma execução profissional.
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