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Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Polícia Civil do Ceará indicia João Munhoz Neto após morte de Isabelle Caracristi

A Polícia Civil do Ceará indiciou João Munhoz Neto, de 34 anos, pelos crimes de violência psicológica e fraude processual contra a estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos. A decisão, que encerra a etapa investigativa conduzida pelas autoridades locais, foi formalizada em 30 de setembro de 2026 e encaminhada ao Poder Judiciário, com divulgação pública nesta terça-feira, 06/10/2026.

O inquérito policial concluiu que o óbito de Isabelle Caracristi decorreu de uma precipitação voluntária da janela do apartamento onde residia, em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Embora a causa da morte tenha sido atribuída a um ato voluntário, a investigação detalhou um ambiente de constante opressão. Provas coletadas, incluindo áudios e depoimentos, revelaram que Isabelle Caracristi era mantida sob controle e isolamento por João Munhoz Neto.

A crueldade do cenário de violência psicológica incluiu, segundo os investigadores, o controle dos cartões bancários da jovem e promessas de empreendimentos em seu nome. A família de Isabelle Caracristi, que desaprovava o relacionamento iniciado em julho de 2026, relatou o afastamento progressivo da jovem. Em um áudio enviado por Isabelle Caracristi a familiares pouco antes de sua morte, ela descreve a agressividade do namorado ao afirmar: “Esse cara é um louco”.

A Polícia Civil e a Perícia Forense do Estado do Ceará mobilizaram 17 laudos técnicos — abrangendo necropsia, DNA, toxicológico e papiloscopia — além da análise de 700 vídeos e oitivas com 29 pessoas. O indiciamento por fraude processual baseou-se na conduta de João Munhoz Neto após o episódio, como a limpeza imediata do imóvel, a tentativa de localizar o celular da vítima na área externa e a postura não colaborativa junto às autoridades.

A CNN Brasil buscou a defesa de João Munhoz Neto, que não se manifestou até o fechamento desta edição. O caso segue agora para análise do Poder Judiciário, cabendo ao Ministério Público avaliar o prosseguimento da denúncia.

Sob supervisão de Carolina Figueiredo.

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