Aliados de Lula temem manobra de Alcolumbre na tramitação da PEC 6x1
A tramitação da PEC que propõe o fim da escala 6x1 no Senado tornou-se o centro de uma disputa de bastidores entre governistas e a cúpula da Casa, em meio à instabilidade política gerada pelos resultados das urnas. O temor de aliados do presidente Lula é que o cronograma legislativo seja utilizado como moeda de troca após a definição do cenário eleitoral no primeiro turno, realizado em 04/10/2026.
A preocupação central recai sobre a postura de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Embora tenha anunciado a discussão da proposta para terça-feira, 06/10/2026, aliados do governo avaliam, nesta segunda-feira, 05/10/2026, que a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial pode frear o ímpeto da votação.
A PEC 221/2019, que visa reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais com dois dias de descanso, é uma das principais bandeiras defendidas por Lula. A expectativa inicial do Palácio do Planalto era que a tramitação célere servisse de ativo político para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
No entanto, com o avanço da direita e a força do PL consolidada nas urnas, a posição de Davi Alcolumbre ganha novos contornos. De olho na reeleição à Presidência da Casa em 2027, o senador busca, segundo interlocutores, equilibrar as demandas do governo com a necessidade de dialogar com a oposição, que saiu fortalecida da votação deste domingo, 04/10/2026.
A incerteza sobre o quórum na sessão da próxima terça-feira, 06/10/2026, reforça o pessimismo entre os governistas. A proximidade da data com o segundo turno e a logística de mobilização dos parlamentares podem ser usadas como justificativa técnica para postergar ou esvaziar o debate, dificultando o avanço da medida que impacta diretamente a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.
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