Ato pró-Lula ocupa ruas de Fortaleza após decisão judicial mudar local da manifestação
Uma multidão de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou as ruas de Fortaleza na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, em uma demonstração de força política a três dias do segundo turno das eleições. O evento, que contou com a presença do prefeito da Capital, Evandro Leitão (PT), e outras autoridades, foi marcado por um impasse jurídico que forçou a alteração de seu ponto de partida original.
A manifestação, organizada pelo vereador Gabriel Biologia (Psol), teve início no cruzamento das avenidas Dom Luís e Virgílio Távora, no bairro Meireles, seguindo em direção à avenida Beira-Mar. A mudança de local foi determinada pela Justiça Eleitoral, que acatou um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a utilização da Praça Portugal, onde estava programada a realização de um adesivaço.
Para a Justiça, a decisão baseou-se no fato de que o requerimento da campanha adversária para a ocupação da Praça Portugal havia sido protocolado e comunicado à Polícia Militar do Ceará (PMCE) com antecedência. O juiz eleitoral Emilio de Medeiros Viana ratificou o entendimento de que o uso do espaço já estava reservado, impedindo a permanência do ato petista no local inicialmente planejado.
Durante o evento, o deputado estadual eleito Gabriel Biologia criticou o que classificou como uma manobra burocrática. "Não dá para calar o povo. É o povo que vai ganhar essa eleição", afirmou aos manifestantes. Apesar da divergência jurídica, o ato transcorreu com o cumprimento de um acordo prévio para a liberação da via, permitindo que a mobilização seguisse o percurso previsto até a orla.
O ânimo dos participantes foi impulsionado pela divulgação da nova pesquisa Datafolha nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, que aponta empate técnico entre os candidatos, com 50% dos votos válidos para cada. O evento foi marcado por uma estética de unidade, com o uso de símbolos nacionais como a bandeira do Brasil e o hino, mesclados às cores do PT, reafirmando a polarização que define esta etapa da corrida eleitoral.
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