Candidatos à Presidência buscam visibilidade na reta final da disputa eleitoral
Seis postulantes ao Palácio do Planalto chegam ao primeiro turno, que ocorre neste domingo, 04/10/2026, com o desafio de romper a barreira do anonimato eleitoral. Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO) enfrentam limitações severas de tempo de TV e verbas de campanha, o que obrigou a reconfiguração de suas estratégias na busca por votos.
A visibilidade é o maior obstáculo para estes projetos políticos, que não alcançaram pontuação expressiva na última pesquisa Quaest. A ausência de destaque nas sondagens afeta diretamente a percepção do eleitor sobre a viabilidade das propostas, mas os candidatos sustentam que sua presença nas ruas é essencial para consolidar a democracia, mesmo sem o aporte financeiro de grandes coligações.
As estratégias de campanha
Samara Martins (UP) focou sua trajetória na defesa da redução da jornada de trabalho e no aumento do poder de compra dos trabalhadores. Em contraponto, o Veterinário Wilson Grassi (Democrata) pautou seu discurso na saúde pública e na causa animal, gerando controvérsias com propostas como o “Meu Botox, Minha Vida”. Grassi precisou retomar sua agenda presencial após cumprir determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu temporariamente sua presença no ambiente digital.
Edmilson Costa (PCB) priorizou o contato direto com trabalhadores em feiras populares e debates sobre mobilidade urbana, mantendo uma agenda de entrevistas, incluindo passagem pelo Metrópoles em Brasília (DF) em 29 de setembro de 2026. Já Hertz Dias (PSTU) manteve o foco em uma agenda anticapitalista, criticando privatizações e dialogando com trabalhadores em centros urbanos.
Clariana Barão (DC) utilizou o período eleitoral para defender a ampliação da participação feminina no Congresso Nacional, propondo cotas específicas. No espectro político, Rui Costa Pimenta (PCO) encerrou sua agenda nacional no Recife em 30 de setembro de 2026. O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) também se destacou pelo debate acerca da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, mantendo tom crítico à integridade das urnas eletrônicas.
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