Lula critica proposta de Flávio Bolsonaro sobre jornada de trabalho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou forte oposição à proposta de substituir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a escala 6x1 por um regime de negociação individual entre funcionário e empresa. A decisão de confrontar a ideia, defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), foi reafirmada nesta quarta-feira, 07/10/2026, durante reunião com parlamentares no Planalto, visando a defesa da proteção social dos trabalhadores.
A postura do governo busca assegurar que a jornada de trabalho não seja flexibilizada de forma a precarizar a vida do empregado, sob o argumento de que negociações diretas entre as partes frequentemente resultam em desvantagem para quem ocupa a posição de subordinação. Ao classificar a sugestão como um acordo leonino, o chefe do Executivo enfatizou que a disparidade de forças nas relações laborais exige garantias legais sólidas para evitar abusos.
Durante o encontro realizado em 07/10/2026, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a posicionar o partido favoravelmente à PEC que reduz a jornada de trabalho, cobrando coerência política frente ao Congresso Nacional. O debate ganha contornos eleitorais, com ambos os lados trocando acusações sobre a responsabilidade fiscal e o impacto da medida no desemprego.
Além da agenda trabalhista, o evento serviu para reforçar o foco na PEC da Segurança Pública. O Planalto argumenta que a descentralização atual falhou em conter o crime organizado, defendendo a criação de um Ministério da Segurança Pública como peça central de sua plataforma, pautada pela proteção social e pelo endurecimento contra o crime.
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