Oposição no Senado Federal busca adiar votação da PEC da escala 6x1
Lideranças da oposição no Senado Federal iniciaram uma ofensiva para adiar a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa extinguir a escala 6x1 de trabalho. A manobra política, que busca transferir a apreciação do texto para o período pós-eleitoral, ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizar que a matéria pode entrar em pauta ainda em primeiro turno nesta quarta-feira, 07/10/2026.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, manifestou-se contra a análise da proposta no cenário atual. Segundo o parlamentar, a votação de um tema com tamanha relevância social durante o processo eleitoral compromete a seriedade do debate.
"Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado", afirmou Rogério Marinho durante entrevista a jornalistas. O senador classificou a movimentação governista como uma manobra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para retomar o diálogo com o eleitorado, embora não tenha detalhado quais instrumentos regimentais serão utilizados pela oposição para travar o avanço da PEC.
A decisão final sobre a inclusão da matéria na pauta permanece sob o controle da Presidência da Casa. Após meses de resistência para evitar que o tema interferisse no pleito, as articulações ganharam fôlego após um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizado no final de agosto. Até o momento, o trâmite da proposta encontra-se limitado à aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), restando definir a data da votação no plenário.
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