PEC 6x1 chega ao Senado sob incerteza política após resultados eleitorais
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 começa a tramitar no plenário do Senado nesta terça-feira, 06/10/2026. A decisão de pautar a matéria, tomada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), busca atender a um pleito do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora o clima político pós-eleições de 04/10/2026 coloque a aprovação sob risco de paralisação.
A discussão é vista como um movimento estratégico para o Executivo antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Contudo, a tramitação enfrenta ventos contrários. Davi Alcolumbre, que articula sua reeleição ao comando do Senado para o próximo ano, precisa medir forças com a base bolsonarista. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, consolidou a maior bancada para a próxima legislatura e tem feito oposição à pauta, classificando a medida como eleitoreira.
O impacto desta decisão reverbera diretamente na rotina de milhões de brasileiros que buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e obrigações profissionais. A proposta prevê a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação, e para 40 horas um ano depois, garantindo dois dias de descanso remunerado. Segundo a Quaest, sete em cada 10 cidadãos apoiam a mudança.
No campo técnico, a PEC tramita na casa legislativa e exige o apoio de 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação. Embora o regimento exija cinco sessões de discussão, o prazo pode ser encurtado via calendário especial. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defende que a votação ocorra até 07/10/2026, mantendo o otimismo apesar das disputas políticas que cercam o tema entre Rogério Marinho (PL-RN) e os demais líderes partidários.
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