Polícia Federal deflagra operação Rastilho para combater crimes eleitorais no Ceará
Uma força-tarefa composta pela Polícia Federal, Ministério Público Eleitoral e Controladoria Geral da União deflagrou uma ofensiva contra um esquema de compra de apoio político no Ceará. A operação Rastilho, realizada neste sábado, 03/10/2026, teve como objetivo desarticular ilícitos que comprometem a lisura do processo democrático e a dignidade do voto no Estado.
A Justiça Eleitoral expediu 19 mandados de busca e apreensão cumpridos nas cidades de Fortaleza, Coreaú, Irauçuba e Itapajé. A medida, que visa colher provas fundamentais para assegurar a transparência do pleito, resultou na apreensão de R$ 120 mil em espécie, além de dispositivos eletrônicos e registros documentais. A operação é uma fase instrutória, e o material coletado passará por análise pericial minuciosa para subsidiar futuras decisões judiciais.
O foco principal da investigação é o rastreamento de fluxos financeiros suspeitos que somam mais de R$ 9,8 milhões. A suspeita é de que esses recursos, inclusive com a possível utilização de uma entidade sindical, tenham sido desviados para aliciar eleitores e influenciar indevidamente a vontade popular. A proteção desse processo é vital para que a escolha do cidadão seja exercida sem interferências financeiras espúrias.
A operação Rastilho é um desdobramento direto da operação Rastro, iniciada em 31 de agosto de 2026. Na ocasião anterior, a apreensão de R$ 334 mil em espécie forneceu os elementos necessários para que as autoridades conectassem a rede de agentes envolvidos. As investigações seguem sob supervisão da Justiça Eleitoral, sem previsão de encerramento imediato, enquanto os órgãos de controle trabalham para identificar todos os responsáveis pela movimentação ilícita de valores.
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