Aumento de casos de Mpox no Ceará acende alerta com concentração em Fortaleza
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) identificou uma curva de crescimento nas infecções por Mpox no Estado, com a maior parte dos registros concentrada em Fortaleza. A decisão de monitoramento intensificado e alerta à população foi consolidada nesta sexta-feira, 06/11/2026, com base nos dados compilados pela plataforma IntegraSUS até o dia 28 de outubro de 2026, visando conter a disseminação do vírus e proteger grupos vulneráveis.
O monitoramento aponta que 13 dos 18 casos registrados em 2026 apresentaram sintomas específicos apenas em outubro, o que representa cerca de 72% das ocorrências anuais. O cenário atual já supera em aproximadamente 38,5% o total de infecções notificadas em todo o ano de 2025, quando foram contabilizados 13 casos.
Geograficamente, Fortaleza concentra 16 diagnósticos, enquanto Paracuru e Solonópole somam um caso cada. O perfil epidemiológico revela que todas as pessoas acometidas são homens, sendo a maioria (15 registros) concentrada na faixa etária entre 20 e 39 anos. O avanço da doença reforça a necessidade de vigilância comunitária, uma vez que o histórico de 2022, quando o Estado atingiu 429 ocorrências, serve como parâmetro para a importância da prevenção.
Prevenção e cuidados
A transmissão da Mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. Sintomas como erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados podem persistir por até quatro semanas. A Secretaria da Saúde destaca que, embora não exista medicamento específico, o isolamento dos infectados e a higiene rigorosa são medidas indispensáveis para proteger gestantes, crianças e imunocomprometidos.
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