Hipertensão desafia saúde pública e exige atenção no Outubro Prata
A hipertensão arterial tornou-se um desafio estrutural para o sistema de saúde no Brasil, registrando a marca de 220.160 mortes atribuíveis à pressão arterial sistólica em 2023. O cenário, detalhado na Estatística Cardiovascular de 2026 da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ganha urgência nesta sexta-feira, 09/10/2026, diante da necessidade de conscientização sobre o envelhecimento saudável durante o Outubro Prata.
O monitoramento contínuo, realizado pelo Vigitel, apontou uma ascensão preocupante da condição, que passou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024. A evolução da doença, frequentemente assintomática, impõe um custo elevado ao SUS e sobrecarga aos órgãos vitais, como coração, cérebro e rins.
Segundo o cardiologista Vagner Ferreira, do hospital Mantevida, o envelhecimento natural das artérias exige que a população adote o diagnóstico precoce como regra. "O infarto ou o AVC podem ser a primeira manifestação percebida pelo paciente, embora o processo de adoecimento tenha começado anos antes", alerta o especialista.
Atualmente, a classificação de risco no Brasil foi ajustada: valores entre 12 por 8 e 13,9 por 8,9 configuram a pré-hipertensão. Para Vagner Ferreira, essa mudança não é um diagnóstico de doença, mas um sinal de alerta para a adoção de hábitos saudáveis, como a redução do consumo de sódio e a prática regular de atividades físicas, visando mitigar complicações futuras.
Sob supervisão de André Rigue.
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