Ir para o conteúdo
Sua Nota Tem Valor Publicidade
Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

ONU alerta que calor extremo eleva riscos de complicações na gravidez

A Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou um alerta global sobre o impacto direto das altas temperaturas na saúde materna e neonatal, estabelecendo a necessidade urgente de incluir a proteção de gestantes nas políticas públicas de enfrentamento à crise climática. A decisão foi comunicada pelo chefe do órgão de ação climática da entidade, Simon Stiell, em 11/10/2026, com o objetivo de mitigar a crescente incidência de partos prematuros, natimortalidade e complicações severas para a mulher e o recém-nascido.

Riscos crescentes para a vida

O alerta de Simon Stiell, formalizado em 5/10/2026 durante um encontro organizado pela fundação Wellcome em Fiji — antecedendo a COP31 em Antalya, na Turquia —, baseia-se em dados alarmantes. Segundo o dirigente, a elevação térmica compromete diretamente o bem-estar gestacional. "Temperaturas em alta significam perigo em alta na gravidez", afirmou, reforçando que o cenário exige ações imediatas para proteger a vida no estágio mais vulnerável do desenvolvimento humano.

Uma pesquisa encomendada pela fundação Wellcome revela que 73% dos profissionais de saúde materna entrevistados observaram, nos últimos cinco anos, um aumento expressivo de complicações ligadas ao calor. Além disso, 81% dos especialistas expressam preocupação crescente com a saúde de gestantes e bebês caso as estratégias de adaptação não sejam implementadas com celeridade.

Desigualdade e vulnerabilidade

Embora os efeitos do aquecimento global sejam generalizados, a vulnerabilidade é acentuada por fatores socioeconômicos. A ONU ressalta que gestantes que dependem de trabalho ao ar livre, habitam moradias precárias ou residem em regiões com infraestrutura de saúde limitada enfrentam riscos desproporcionais. A falta de acesso a ambientes resfriados, água e energia elétrica transforma o calor extremo em um agravante das desigualdades já existentes.

Para mudar esse cenário, a entidade propõe três pilares de atuação: a inserção da saúde materna em planos de adaptação climática, a capacitação de profissionais com base em evidências científicas e a melhoria na coleta de dados. A meta é identificar hotspots de risco e direcionar recursos para garantir que o financiamento das medidas de proteção alcance efetivamente quem mais precisa.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000