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Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

SUS aprimora logística para transporte ágil de sangue raro em voos comerciais

O Ministério da Saúde consolidou uma estratégia essencial para salvar vidas ao garantir o transporte de sangue raro dentro da cabine de aeronaves comerciais. A iniciativa, intensificada nesta sexta-feira, 09/10/2026, visa superar a morosidade do envio de materiais biológicos que, anteriormente, eram despachados apenas como carga convencional.

A urgência desta operação responde a uma necessidade crítica de um paciente recém-submetido a um transplante renal. Durante a avaliação pré-transfusional, foi detectado o anticorpo anti-Jsb — raridade que extrapola os sistemas ABO e Rh tradicionais —, o que tornou a busca por compatibilidade um desafio clínico imediato. A solução veio através do Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que permitiu localizar um doador compatível no Ceará.

O procedimento, coordenado pela rede de hemoterapia, foi ágil: após a coleta no Ceará, o material seguiu viagem para Minas Gerais. A medida garante que o suprimento chegue ao receptor em tempo hábil, minimizando riscos de rejeição ou complicações graves pós-cirúrgicas.

Este modelo de cooperação técnica amplia os benefícios do Acordo de Cooperação Técnica firmado com companhias aéreas, que já realizava o transporte gratuito de órgãos. Em 2025, a Central Nacional de Transplantes intermediou 2.016 deslocamentos, sendo a maioria via voos comerciais e o restante via Força Aérea Brasileira (FAB). A grande diferença da nova fase é a flexibilidade, permitindo envios noturnos, em fins de semana e feriados.

Historicamente, a logística dependia de prazos e restrições rígidas das companhias de carga. Com o novo protocolo, o tempo de resposta cai drasticamente. Desde 2013, o CNSR já catalogou 2.032 doadores, sendo peça-chave para atender pacientes cujo tipo sanguíneo é encontrado em menos de uma a cada mil pessoas testadas.

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