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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Os riscos da trend dos anos 80: o que você entrega ao ChatGPT

O uso de inteligência artificial para transformar fotos pessoais em retratos inspirados na estética dos anos 80 tem levado milhares de usuários a expor informações biométricas valiosas, conforme alerta levantado nesta segunda-feira, 12/10/2026. A decisão de aderir a essas tendências virais, motivada pelo entretenimento, importa por colocar em risco a privacidade a longo prazo e a segurança digital do indivíduo.

O fenômeno, descrito por especialistas como "diversão por dados", ocorre quando usuários cedem imagens de alta qualidade em troca de conteúdo gerado pela IA. Diferente de uma senha, que pode ser alterada em caso de vazamento, dados faciais são imutáveis e, uma vez integrados ao treinamento de modelos globais, tornam-se parte de um histórico digital permanente.

Carissa Véliz, professora associada de filosofia no Instituto de Ética em IA da Universidade de Oxford, no Reino Unido, ressalta a gravidade da exposição. Segundo a especialista, ao enviar fotos para sistemas como o ChatGPT, o cidadão entrega informações sensíveis que podem ser comercializadas ou utilizadas para o aprimoramento de sistemas de vigilância e deepfakes, cujos usos futuros são imprevisíveis.

Embora a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, afirme que a confiança e a privacidade são pilares centrais de seus produtos, garantindo que usuários possam excluir históricos ou utilizar o modo de Chat Temporário, o risco reside na coleta massiva e na falta de transparência sobre o destino final dessas informações. A recomendação dos especialistas não é o banimento da tecnologia, mas a cautela consciente.

Para mitigar riscos, especialistas sugerem: Evite publicar fotos de crianças; Prefira imagens de resolução mais baixa; Escolha plataformas consolidadas; Revise as configurações de privacidade; Desative recursos de memória desnecessários.

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