O Ceará confirmou o terceiro caso de mpox em 2026. A informação foi registrada nesta sexta-feira (20) na plataforma IntegraSUS, sistema oficial que consolida dados epidemiológicos no estado.
Com a atualização, o balanço anual da doença no Ceará contabiliza 29 casos notificados, sendo três confirmados, 24 descartados e dois ainda classificados como suspeitos. Até o momento, não há informações divulgadas sobre faixa etária ou sexo da pessoa diagnosticada no caso mais recente.
Atualização eleva número de confirmações no estado
Antes da nova confirmação, o Ceará havia registrado dois casos da doença em 2026, ambos no mês de fevereiro. Os dados constavam na plataforma IntegraSUS, do Governo do Estado.
Até então, o balanço indicava 27 casos notificados no ano, sendo 17 descartados e oito sob investigação.
O primeiro caso confirmado havia sido divulgado em 9 de março e envolvia um homem. Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará, o paciente recebeu atendimento médico e apresentou evolução clínica favorável durante o acompanhamento.
No dia 10 deste mês, o primeiro caso de mpox no estado em 2026 também foi confirmado por meio do painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica.
Ceará confirma terceiro caso de mpox e atualiza dados da doença em 2026
A vigilância epidemiológica estadual mantém monitoramento contínuo das notificações para identificar possíveis novos casos e orientar os serviços de saúde.
A principal forma de transmissão da mpox ocorre por contato direto pessoa a pessoa, incluindo contato com pele e secreções. A infecção também pode acontecer por exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias e outras secreções corporais.
Cenário estadual e nacional da doença
Os dois primeiros casos confirmados em 2026 ocorreram em fevereiro, conforme dados atualizados do IntegraSUS. Em comparação com o ano anterior, o número de notificações permanece menor.
Em 2025, o Ceará registrou 69 casos notificados da doença, dos quais 13 foram confirmados e 56 descartados.
No cenário nacional, o Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, vinculado ao Ministério da Saúde, contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026. Além disso, há 539 notificações classificadas como suspeitas em diferentes estados do país.
O que é a mpox e como ocorre a infecção
A mpox é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. Trata-se de uma doença viral zoonótica, que pode ser transmitida de animais para humanos.
A infecção ocorre por contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres infectados, principalmente roedores.
Sintomas, prevenção e acompanhamento no Ceará
A Secretaria da Saúde do Ceará informa que mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica desde 2022, quando foi registrada a primeira ocorrência da doença no estado. A pasta afirma realizar ações permanentes de vigilância, investigação de casos e orientação às unidades de saúde.
Entre as medidas de prevenção estão evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel e utilizar máscara cobrindo nariz e boca em situações de risco ou quando houver sintomas.
O diagnóstico da mpox é feito por exames laboratoriais, como testes moleculares ou sequenciamento genético, a partir de secreções ou crostas das lesões.
Tratamento e cuidados recomendados
De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento tem como objetivo aliviar sintomas, prevenir complicações e reduzir possíveis sequelas. A maioria dos pacientes apresenta manifestações leves ou moderadas e se recupera sem necessidade de hospitalização.
De forma geral, o tratamento é focado no alívio dos sintomas, já que muitos casos evoluem para cura espontânea entre duas e quatro semanas.
As orientações incluem controle da febre e da dor, manutenção da hidratação e cuidados com as lesões de pele para evitar infecções secundárias. Também é recomendado isolamento durante o período da doença.
Principais medidas de tratamento em casa incluem uso de analgésicos e antitérmicos conforme orientação médica, cuidados com a pele para manter lesões limpas e secas, ingestão frequente de líquidos, alimentação adequada e permanência em isolamento até a cicatrização total das lesões.
Diagnóstico laboratorial e vacinação
O diagnóstico é confirmado por exames laboratoriais, como testes moleculares ou sequenciamento genético realizados a partir de secreções ou crostas das lesões.
Segundo o Ministério da Saúde, não há medicamento aprovado especificamente para tratar a doença.
Entre os grupos prioritários para vacinação estão pessoas que vivem com HIV/Aids, profissionais de laboratório e indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.
Fonte: GC+

