Ceará registra 22.079 novos processos de violência doméstica na Justiça
O Poder Judiciário cearense recebeu 22.079 novas ações de violência doméstica contra a mulher entre janeiro e julho de 2026, consolidando um cenário que exige atenção constante das autoridades e da sociedade. A marca, que reflete o esforço do sistema em processar denúncias de violações de direitos, aponta para uma média diária de 104 novos casos registrados nesta terça-feira, 03/11/2026.
Os dados, extraídos de levantamentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), evidenciam a persistência da violência de gênero. A trajetória histórica no Estado mostra uma escalada preocupante: enquanto o ano de 2020 registrou 20.800 processos, o total saltou para 33.035 em 2024 e atingiu 35.564 em 2025, evidenciando que a busca por justiça tem sido um caminho mais trilhado pelas vítimas ao longo dos anos.
Além dos processos judiciais, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) reportou que 20.024 mulheres foram vítimas de crimes previstos na Lei Maria da Penha entre janeiro e setembro de 2026. Apesar da gravidade, o Estado apresentou uma redução de 22,5% nos casos de feminicídio no período, com 31 mortes registradas frente às 40 contabilizadas nos nove primeiros meses de 2025.
A dimensão do problema extrapola as divisas do Estado. No Brasil, o Poder Judiciário lidou com 945.015 novos processos relacionados à violência doméstica entre janeiro e setembro de 2026, sublinhando a urgência de políticas públicas eficazes de prevenção e proteção. A Lei Maria da Penha segue como o principal instrumento para garantir medidas protetivas de urgência a quem vive em situação de risco.
Para mulheres que enfrentam ameaças ou agressões, o suporte é essencial. É possível buscar auxílio pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher. Em situações de emergência iminente, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente através do número 190.
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