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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Aluguel residencial supera o dobro da inflação no acumulado de 2026

O Índice FipeZAP de Locação Residencial revelou uma disparidade crescente entre o custo da moradia e os índices oficiais de inflação, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 14/10/2026. A pesquisa, elaborada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o Grupo OLX, apontou que os aluguéis residenciais subiram 6,56% de janeiro a agosto de 2026, representando um aumento quase duas vezes superior à inflação oficial de 3,11%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Este cenário de valorização dos imóveis compromete diretamente o poder de compra e a estabilidade financeira dos inquilinos brasileiros. O levantamento, que analisou anúncios em 36 cidades, indica que o custo do aluguel acumula alta de 9,16% em 12 meses, superando o índice de 4,22% registrado pelo IPCA no mesmo intervalo.

Apesar de o mercado apresentar variações regionais distintas, o mês de agosto foi marcado por um avanço de 0,55% nos preços, mesmo em um contexto onde o IPCA recuou 0,32% e o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) caiu 0,22%. Vale ressaltar que o índice considera valores anunciados para novas locações e não reflete obrigatoriamente os reajustes de contratos já vigentes, que seguem as negociações entre proprietários e inquilinos.

Onde o aluguel é mais caro

São Paulo consolidou-se como a capital com o maior preço médio de locação em agosto, atingindo R$ 65,36 por m². Logo abaixo, completam o topo do ranking Recife (R$ 64,19 por m²), Belém (R$ 62,15 por m²), Rio de Janeiro (R$ 61,40 por m²) e Florianópolis (R$ 61,19 por m²). Ao considerar todas as cidades monitoradas, Barueri (SP) figura como o município com o metro quadrado mais caro, chegando a R$ 71,92.

Campo Grande lidera alta no ano

No recorte regional de janeiro a agosto de 2026, Campo Grande (MS) destacou-se com a maior valorização entre as capitais, registrando uma alta acumulada de 16,25%. O ranking das maiores variações no período é seguido por Natal (13,84%), Aracaju (13,57%), Fortaleza (12,32%) e Rio de Janeiro (11,04%). Em contrapartida, Pelotas (RS) foi a única cidade entre as 36 analisadas a registrar queda no período, com recuo de 7,18%.

Embora a tendência de alta se mantenha, os dados indicam que os preços desaceleram em agosto. O ritmo de crescimento arrefeceu na comparação com julho, com 27 das 36 cidades apresentando aumento nos anúncios, enquanto algumas localidades, como Aracaju, Belém e Brasília, registraram quedas mensais.

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