Intervenção governamental evita que preço de combustíveis no Brasil dobre
Representantes do setor confirmaram que o governo brasileiro evitou que os combustíveis atingissem o dobro do valor nas bombas ao intervir para limitar o repasse do choque internacional de preços do petróleo causado pela guerra no Irã, conflito iniciado em 28 de fevereiro. A avaliação, divulgada em 08/11/2026, destaca que a medida blindou o consumidor final da volatilidade externa, embora tenha gerado desafios estruturais para o mercado interno.
A estratégia adotada pelo governo combinou o aumento da capacidade de refino doméstico, a contenção de reajustes nas refinarias da Petrobras, a desoneração tributária e um pacote de subvenções. Tais mecanismos foram essenciais para conter a inflação imediata, mas, segundo especialistas, reduziram a competitividade de importadores e refinarias privadas, criando distorções na formação de preços.
Evaristo Pinheiro, presidente da Refina Brasil, afirmou que a Petrobras tem aberto mão de receita para manter os preços nacionais defasados em relação às cotações globais. Dados da Abicom reforçam esse cenário: o diesel, por exemplo, é comercializado nas refinarias da Petrobras a valores significativamente inferiores ao mercado internacional, funcionando como um subsídio indireto que chega a reduzir o custo final para a população.
O setor tributário também desempenhou um papel central, com o governo zerando impostos federais como PIS/Cofins e Cide sobre a gasolina. No entanto, o presidente da Abicom, Sérgio Araújo, alerta para o custo fiscal dessas medidas. Segundo Araújo, existem subvenções acumuladas para o diesel que somam R$ 3,52, com prazos de vencimento programados para 12 de novembro e o final do mês, levantando preocupações sobre a sustentabilidade dessas ações a longo prazo.
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