Petróleo dispara acima de US$ 100 com tensão no Oriente Médio e incertezas na Ucrânia
Os preços globais do petróleo registraram alta nesta segunda-feira, 12/10/2026, impulsionados pela combinação de uma escalada violenta no Oriente Médio e a instabilidade geopolítica decorrente do conflito entre Rússia e Ucrânia. O mercado reage com cautela às declarações de Donald Trump sobre um suposto acordo de trégua no setor energético, enquanto a realidade no terreno sugere um cenário ainda volátil.
Por volta de 8h40 de 12/10/2026, o barril tipo Brent, referência para o mercado internacional, subia 1,2%, sendo cotado a US$ 106. Simultaneamente, o WTI, padrão nos EUA, apresentava valorização de 1,2%, atingindo US$ 93 o barril.
A tensão foi agravada por novos ataques reivindicados pelos Houthis contra a capital da Arábia Saudita, Riade, no sábado, 10/10/2026. A agressão, que atingiu áreas civis, deixou um rastro de 12 mortos e mais de 300 feridos, segundo a Autoridade de Aviação Civil. Entre as vítimas, havia cidadãos de diversas nacionalidades, incluindo EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão, Egito e Bangladesh, além de quatro sauditas. Em resposta, o ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, classificou os eventos como sérios e prometeu uma resposta à altura durante o 25º Congresso Mundial de Energia (WPC), em Riad.
Paralelamente, o mercado tenta decifrar a viabilidade do CESSAR-FOGO ENERGÉTICO anunciado por Donald Trump no domingo, 11/10/2026. O ex-presidente dos EUA afirmou na Truth Social que as partes teriam concordado em interromper ataques a infraestruturas de combustível, prevendo o fornecimento de 300 mil toneladas de diesel ao mercado. Contudo, Kiev já reportou violações dos termos por Moscou, mantendo o clima de desconfiança sobre a eficácia da medida.
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