Kremlin rejeita cessar-fogo de 60 dias proposto por Volodymyr Zelensky
O governo da Rússia formalizou nesta segunda-feira, 12/10/2026, a rejeição à proposta de um cessar-fogo de 60 dias apresentada por Volodymyr Zelensky. A decisão, comunicada pelo porta-voz Dmitry Peskov, reflete a prioridade do Kremlin em buscar um acordo de paz definitivo, em vez de pausas temporárias nas hostilidades que visam permitir a organização de eleições presidenciais na Ucrânia.
A oferta de Volodymyr Zelensky foi tornada pública no domingo, 11/10/2026, durante entrevista ao programa This Week, da emissora ABC. O líder ucraniano justificou a necessidade do intervalo como condição viável para contornar impedimentos legais que atualmente proíbem o pleito durante o estado de guerra. O objetivo seria devolver ao povo ucraniano o exercício pleno do voto, apesar das circunstâncias de crise.
Em resposta à imprensa nesta segunda-feira, 12/10/2026, Dmitry Peskov reiterou que tanto o presidente Vladimir Putin quanto o alto escalão russo descartam interrupções pontuais. Segundo o porta-voz, o interesse de Moscou reside em uma solução de longo prazo, mantendo a postura de pressão sobre a legitimidade da liderança atual em Kiev, dado o adiamento das votações no território ucraniano.
O cenário geopolítico ganhou novos contornos após críticas recentes de Donald Trump, que mencionou, na Casa Branca, a necessidade de mudanças na presidência ucraniana. Volodymyr Zelensky defendeu a soberania de seu país, declarando que o destino de sua liderança cabe exclusivamente aos ucranianos, e não a interferências externas ou pressões de Vladimir Putin.
Além da questão eleitoral, as tensões permanecem elevadas em torno do setor energético. Volodymyr Zelensky indicou que a Ucrânia poderia cessar ataques a refinarias russas, desde que Moscou interrompesse as ofensivas contra a infraestrutura energética ucraniana, em meio a preocupações globais sobre a alta nos preços dos combustíveis e os impactos do conflito no Oriente Médio.
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