Petróleo fecha em leve alta após semana de queda de 13% sob tensão no Oriente Médio
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão com leve valorização nesta sexta-feira, 06/11/2026, em um cenário de incertezas geopolíticas e ajustes após uma semana de forte desvalorização. A cotação dos ativos reagiu a expectativas sobre a postura de Washington após as eleições de meio de mandato, embora o clima de insegurança no Oriente Médio continue a desafiar a estabilidade das rotas de abastecimento.
No mercado internacional, o petróleo Brent, negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres) para entrega em janeiro, subiu 0,03%, cotado a US$ 98,32 o barril. Na Nymex, o petróleo WTI para dezembro avançou 0,34%, a US$ 90,83. Apesar do ajuste positivo na sessão, o balanço semanal aponta um recuo de cerca de 13% nos preços, refletindo a volatilidade das negociações recentes.
A instabilidade na região do Golfo Pérsico mantém o mercado em alerta. Relatos da UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês) indicam que o comandante de um petroleiro próximo ao Estreito de Ormuz testemunhou uma explosão, reforçando o temor de interrupções no fluxo de carga. Em busca de soluções diplomáticas, o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, discutiu por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, possíveis caminhos para atenuar a crise entre Israel e Irã.
Dados do JPMorgan indicam que o mercado enfrenta um excedente de oferta, com o banco estimando que a demanda global caiu 3,3 milhões de barris por dia desde o início do conflito, no final de fevereiro. A situação levou governos a adotarem medidas de precaução: a França liberou 3,6 milhões de barris de suas reservas de diesel, enquanto o Brasil decidiu prorrogar até 31 de dezembro a alíquota de 12% do IE (Imposto de Exportação) sobre óleo bruto, garantindo o abastecimento interno em um momento de incerteza global.
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