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Sábado, 10 de outubro de 2026

Tesouro Nacional amplia emissão de títulos com queda dos juros

O Tesouro Nacional decidiu ampliar gradualmente a emissão de títulos públicos para aproveitar a recente queda dos juros futuros, movimento impulsionado pelo otimismo do mercado financeiro diante do cenário eleitoral. A decisão, consolidada na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, visa otimizar o custo de financiamento da dívida pública e melhorar a previsibilidade fiscal da União.

No dia 8 de outubro de 2026, o governo captou R$ 33,3 bilhões na venda de papéis prefixados, alcançando o maior volume em leilão desse tipo desde dezembro de 2020. A operação refletiu a redução dos prêmios de risco exigidos pelos investidores, que enxergam na possibilidade de mudança na condução econômica a chance de políticas mais restritivas.

Para o CEO da Azumi Investimentos, Edgar Araújo, o comportamento do mercado favorece novas captações, embora a cautela permaneça necessária. Segundo ele, a inflação de setembro, de 0,82%, superou projeções e serve como um alerta para a continuidade da trajetória de queda dos juros. No mesmo sentido, Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, pondera que o alívio atual baseia-se em expectativas políticas e ainda não reflete uma estabilização concreta dos fundamentos fiscais do país.

A dinâmica observada no mercado, que gerou comparações com o período do impeachment de Dilma Rousseff em 2016, aponta para um ajuste rápido das expectativas. A maior demanda se concentrou em LTNs (Letras do Tesouro Nacional) com vencimentos em janeiro de 2028 e julho de 2029, além de NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional – Série F) para janeiro de 2031, sinalizando uma preferência por prazos mais curtos por parte dos investidores.

Apesar da oportunidade de captar recursos a custos menores, a sustentabilidade dessa estratégia dependerá da capacidade do próximo governo em entregar resultados fiscais sólidos e conter a pressão inflacionária nos próximos meses.

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