Elmano promete busca ativa de pessoas em situação de insegurança alimentar

O governador Elmano de Freitas (PL) se comprometeu, em um eventual segundo governo, com novas políticas voltadas à insegurança alimentar. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará tem cerca de 3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.

Do total, dividido em três categorias, 391 mil estão na chamada insegurança alimentar grave, a fome. O total representa uma queda de cerca de 30% em relação a 2023, quando havia 540 mil pessoas nessa situação.

Dos mesmos 3 milhões, 65% estão no nível leve, que é a incerteza sobre o acesso a alimentos no futuro, e 21%, no nível moderado, definido como redução na quantidade de alimentos entre os adultos.

“Vamos aperfeiçoar o nosso cadastramento de busca ativa. É necessário. As famílias do Ceará sem fome, por exemplo, eram famílias que não estavam nos cadastros, eram famílias que eram invisíveis. Fizemos um esforço enorme de localizá-las, e por isso a parceria com os municípios é muito importante”.

O gestor, que busca reeleição, defende que o modelo que argumenta estar sendo seguido, é importante para que o programa avance. “Fizemos listas, encontramos essas pessoas, passamos para secretarias municipais de assistência para que elas fossem localizadas. Só foi possível também graças ao trabalho das entidades comunitárias, que é quem organiza as cozinhas solidárias. As entidades, o trabalho da igreja, o trabalho das associações que conviviam com essas famílias e pudemos assim localizá-las”.

Elmano afirmou também que não há metas para a área, “porque essas famílias hoje efetivamente são invisíveis, se encaixam no banco de cadastro” e cita o Bolsa Família como mecanismo acessório para a ampliação de beneficiados com medidas da gestão estadual.

“Localizamos famílias que mesmo após receber o Bolsa Família. Elas estavam numa faixa de renda que têm como referência a extrema pobreza. Ou seja, elas estão no Bolsa Família, mas não tem a informação de que elas continuam mesmo recebendo o Bolsa Família, elas estão na extrema pobreza”.

Indagado sobre eventuais melhorias estruturais na Universidade Estadual do Ceará (Uece) caso seja eleito, Elmano disse que faria ampliação de medidas que alcançam estudantes no dia a dia.

“Vou continuar a contratar professores. Eu sou o governador que mais contratou professor por concurso para as universidades estaduais, praticamente 1.000 professores nesse governo contratados por concurso. Mas tenho convicção muito grande de que o maior desafio da universidade pública do Ceará hoje é garantir que praticamente 100.000 jovens que estavam na escola pública são do CadÚnico. Tinham um pé de meia. Agora na universidade não tem mais pé de meia, e eu preciso ajudar esses jovens a eles continuarem fazendo sua a faculdade e terminarem seu curso de Ensino Superior”.

Além das possíveis medidas com foco na assistência financeira estudantil, o gestor falou em garantia de alimentação na universidade e de bolsa acadêmica. “Isso é a política mais importante, porque enfim os filhos dos pobres chegaram à faculdade, e nós temos que ter a condição desse filho do pobre chegar e não abandonar a faculdade pelo fato dele ser pobre”.

Fonte: O Estado CE