MPCE acompanha caso de estudante de 11 anos que morreu após relatos de bullying em escola de Fortaleza

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) informou que vai acompanhar o caso da estudante de 11 anos que morreu após, segundo a família, sofrer episódios recorrentes de bullying no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz, em Fortaleza.

De acordo com o MPCE, o caso foi encaminhado para uma das Promotorias de Justiça da Educação da Capital, que deverá adotar as medidas cabíveis. Além disso, equipes do Centro de Apoio Operacional da Educação (Caoeduc) e do Centro de Apoio Operacional da Saúde (Caosaúde) prestarão acolhimento e acompanharão os desdobramentos da ocorrência.

Segundo a mãe da estudante, a menina voltava para casa frequentemente com hematomas, cortes e outros machucados, alegando que haviam sido causados por quedas. A família afirma que só descobriu a gravidade da situação após a criança relatar, por mensagens à irmã, que não suportava mais as agressões e humilhações sofridas na escola.

A mãe informou que chegou a solicitar a transferência da filha para outra unidade de ensino, afirmando já ter conseguido uma vaga, mas disse ter sido informada de que a mudança não poderia ser realizada naquele momento e que a escola adotaria providências para resolver o problema. Segundo a família, essas medidas não foram comunicadas.

Em nota, o MPCE lamentou a morte da estudante e reforçou que a prevenção da violência escolar depende da atuação conjunta das famílias, das instituições de ensino, do poder público e da sociedade. O órgão também destacou projetos voltados à prevenção da violência nas escolas e à promoção da saúde mental de crianças e adolescentes.

Até o momento, o Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Escritora Rachel de Queiroz não divulgou um posicionamento detalhado sobre as denúncias apresentadas pela família.