Parte do União Progressista no Ceará sinaliza aliança com Elmano e PT

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), participou de uma reunião com integrantes de partidos que discutem a formação da federação União Progressista, que reúne União Brasil e Progressistas. O encontro ocorreu nesta quinta-feira (19), feriado de São José, e foi divulgado pelo próprio governador nas redes sociais.

O encontro sinaliza um cenário de otimismo entre os participantes quanto ao possível apoio da federação à reeleição de Elmano. Além disso, já são discutidas eventuais filiações de integrantes da base governista ao novo bloco político.

Na publicação, o governador destacou a relevância do encontro. “Reunião importante neste feriado de São José. União Progressista unido por um Ceará que não para”, escreveu.

Participaram da reunião os deputados federais AJ Albuquerque, presidente estadual do Progressistas, Moses Rodrigues e Fernanda Pessoa, ambos do União Brasil. Também estiveram presentes o secretário estadual Zezinho Albuquerque (Progressistas), o secretário da Casa Civil Chagas Vieira (sem partido) e o vice-prefeito de Pacatuba, Ésio de Souza (PT).

Divisão política marca cenário estadual
No Ceará, a possível formação da federação União Progressista evidencia uma divisão interna entre lideranças políticas com projetos distintos para as eleições de 2026.

De um lado, integrantes do União Brasil, como Capitão Wagner e Roberto Cláudio, defendem que a aliança atue na oposição ao atual governo estadual. Esse grupo trabalha com a possibilidade de lançar candidatura própria ao Governo do Estado, com tendência de alinhamento a uma eventual chapa liderada por Ciro Gomes (PSDB).

Por outro lado, a ala representada pelos participantes da reunião com Elmano, além de lideranças como o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (União Brasil), defende o apoio à reeleição do atual governador.

Federação União Progressista e novo vídeo mostram impactos políticos no Ceará
A definição sobre o posicionamento da federação é considerada estratégica, uma vez que, conforme a legislação eleitoral, partidos que integram esse tipo de aliança devem atuar de forma unificada nas eleições e no Congresso Nacional por um período mínimo de quatro anos.

Dessa forma, a decisão em âmbito nacional tende a influenciar diretamente o cenário político do Ceará, onde há divergências regionais significativas entre os grupos envolvidos.

Julgamento no TSE deve definir futuro da federação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o próximo dia 26 de março, às 10 horas, o julgamento do pedido de registro da federação União Progressista. A data é considerada decisiva, pois ocorre poucos dias antes do prazo limite para que a aliança possa ter validade nas eleições de 2026.

Caso seja homologada, a federação deverá se tornar a maior força política da Câmara dos Deputados, reunindo mais de 100 parlamentares, além de presença significativa no Senado, governos estaduais e administrações municipais.

O acordo entre União Brasil e Progressistas foi anunciado ainda em 2025, mas a formalização enfrenta entraves desde então. A expectativa inicial era de que a federação fosse oficializada em agosto do ano passado, o que não ocorreu. Além de questões jurídicas, o processo tem sido impactado por disputas políticas regionais, como as observadas no Ceará.

Fonte: GC+