Júri da Chacina do Curió é adiado após pedido de defesa
O Colegiado de Juízes da 1ª Vara do Júri de Fortaleza adiou o sexto julgamento relacionado à Chacina do Curió, que estava agendado para esta quarta-feira, 04/11/2026. A decisão foi tomada após a defesa de José Oliveira do Nascimento apresentar um atestado médico, impossibilitando a realização da sessão que visava reanalisar a conduta dos réus acusados de envolvimento nas mortes ocorridas em 2015. Além do pedido de adiamento por razões de saúde, a defesa de José Wagner Silva de Souza chegou a solicitar o desmembramento do processo, buscando manter o julgamento individual. No entanto, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado do Ceará, por meio do subdefensor geral Leandro Bessa, posicionaram-se pela manutenção do julgamento conjunto, argumentando que ambos os policiais atuavam na mesma viatura e possuem condutas interligadas. A expectativa de familiares, que buscam por justiça há mais de uma década, foi interrompida pela nova definição judicial. O caso, que marcou a história de Fortaleza e a região da Grande Messejana, segue sem uma data estipulada para sua conclusão. Os réus em questão já haviam sido sentenciados em 2023, mas tiveram as penas anuladas em agosto de 2026, abrindo caminho para este novo procedimento perante o Júri. A Chacina do Curió, ocorrida entre 11 e 12 de novembro de 2015, resultou no assassinato de 11 pessoas, majoritariamente jovens sem antecedentes criminais. Segundo o MPCE, a ação foi motivada por represália à morte do soldado Valtemberg Chaves Serpa. O julgamento que agora aguarda nova data é fundamental para definir a responsabilidade daqueles apontados como integrantes do chamado Núcleo da Tortura, um grupo de agentes que teria atuado diretamente nas execuções e violências praticadas na comunidade.
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