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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Campanha de Luiz Inácio Lula da Silva protocola autorizações para abertura de sigilos no TSE

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, as procurações que autorizam a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como o de seus familiares e entidades correlatas. A medida visa cumprir uma etapa central do acordo de transparência firmado para a disputa do segundo turno, embora, na prática, nenhum dado tenha sido disponibilizado ao público até o momento.

Os documentos entregues em Brasília pelo secretário Marcelo Pogliese, acompanhado de Edinho Silva, Guilherme Boulos e do senador Camilo Santana (PT-CE), consistem apenas em autorizações legais. O acesso efetivo às movimentações financeiras e registros de comunicação depende agora de uma intervenção do ministro André Mendonça, que deve requisitar as informações diretamente ao Banco Central, à Receita Federal e às operadoras de telefonia.

A estratégia da coligação petista é concentrar a divulgação das informações em um ambiente oficial, garantindo que o conteúdo seja auditável e simultâneo para ambos os candidatos. A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva sustenta que a requisição pelo próprio TSE é a via mais segura para assegurar a lisura do processo. Paralelamente, o tribunal avalia a situação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ainda não apresentou as autorizações referentes a si e à Alcazar Holdings, empresa sob controle de Willer Tomaz de Souza.

Do outro lado, a equipe jurídica ligada a Flávio Bolsonaro, com o acompanhamento de Deltan Dallagnol (PR), questiona a eficácia da entrega das procurações e mantém cautela quanto aos próximos passos. Guilherme Boulos reiterou que o sistema financeiro tem condições técnicas de processar as requisições antes do pleito de 25 de outubro de 2026. A decisão final sobre a requisição dos dados e a possível intimação do senador do PL cabe exclusivamente a André Mendonça, sendo que, em caso de negativa, a campanha petista já indicou que recorrerá ao plenário do TSE.

A abertura abrange uma lista extensa, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, Renata de Abreu Moreira, Paulo Tarciso Okamotto, a primeira-dama Rosangela Lula da Silva, o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro e outros familiares, todos voluntários no processo de transparência.

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