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Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Ministério da Justiça solicita investigação da PF sobre ameaças a Ana Elisa

O Ministério da Justiça solicitou à Polícia Federal, em 09/10/2026, a abertura de uma investigação rigorosa para apurar as graves ameaças de morte e de estupro direcionadas à deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). A medida foi tomada em resposta à escalada de ataques virtuais sofridos pela parlamentar, que integrou a estratégia digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, visando garantir a integridade física e o exercício democrático do mandato conquistado.

O ofício, encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, aponta que os ataques possuem caráter misógino e estão diretamente vinculados ao posicionamento político da deputada. A dimensão das agressões forçou Ana Elisa a desativar seu perfil na rede social X, após relatar o recebimento contínuo de mensagens intimidatórias, que chegavam em intervalos de dois minutos.

Sheila de Carvalho, secretária de Acesso à Justiça, reforçou a gravidade do cenário em entrevista à CNN. Segundo a secretária, há evidências robustas de uma rede estruturada de ataques que transcende as fronteiras de Minas Gerais, com o objetivo claro de silenciar a parlamentar. O governo federal defende a competência da União no caso, dado o caráter dos crimes cometidos via internet contra uma representante eleita.

A investigação requer que as plataformas Meta e X colaborem na identificação dos autores. Em relato anterior, feito em 08/10/2026, Ana Elisa classificou a situação como um “ataque coordenado”, que incluiu o vazamento de documentos pessoais e dados privados de sua família, prática criminosa conhecida como doxxing, que coloca em risco a segurança familiar da estudante de Direito.

Ana Elisa, natural de Divinópolis e com 21 anos, consolidou-se como um fenômeno eleitoral em 2026, conquistando 524.219 votos e tornando-se a segunda candidata mais votada por Minas Gerais, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL). O caso reforça o debate sobre a segurança de figuras públicas no ambiente digital e os limites da violência política de gênero no Brasil.

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